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One Piece RPG

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[Role-play] Saindo de uma vida pacata;

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1 [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qui Set 24, 2015 3:12 pm

#001 – Ideologia;

INTRODUÇÃO
Shells Town era um lugar pacífico, levando em conta que abrigava um dos apenas dois quartéis generais do East Blue, o que normalmente causava pânico aos piratas. Jackson Teller, ou apenas Jax como era de sua preferência, nunca tivera contato com piratas, sejam físicos ou visuais. Viveu seus vinte e dois anos de maneira pacata, vivendo sem nem mesmo saber o que queria da vida, de uma maneira largada. A única coisa que lhe interessava era mecânica, visto que seu pai era um mecânico conhecido por toda Shells Town – mas há treze anos atrás, enquanto ainda era vivo.

Foi numa tarde qualquer, que algum tumulto estranho se formava perto de onde morava. As pessoas corriam rumo ao sul, mas sua curiosidade e espírito deram a ele coragem de caminhar em direção contrária, apenas para saber o que acontecia lá. Foi quando se deparou com uma trágica cena: medíocres piratas abusavam de uma mãe, que aparentava ser pobre, e seus dois filhos. Ela estava sendo estuprada diante as duas crianças, num pequeno beco que era facilmente visto de quem caminhava pelas ruas. Um corpo morto estava ao chão, o de um corajoso homem que tentou fazer algo para evitar e acabou sendo morto com dois tiros em sua cabeça, e outro no peito. Foi isto que chamou a atenção de todos e aquele pânico.

Como uma pessoa que não havia presenciado nunca em sua vida uma ação podre como essa poderia agir? Queria fazer algo, mas via perto do beco claramente um exemplo do que aconteceria com ele, se fosse enfrentar aqueles piratas que estavam em três, sem a ajuda de ninguém: morto, ao chão, era o final que aquilo teria. Pôde apenas observar tudo aquilo de longe, com seus próprios olhos, até que um esquadrão da marinha chegou e cessou aquela grande crueldade, sendo obrigada a lutar e também levar a morte aqueles três piratas. Para Jackson, a morte era pouco para o que eles mereciam.

Este foi o grande estopim de sua vida. Aquilo que precisava acontecer para que pudesse mudar tudo, inclusive seus hábitos. Passava o dia relembrando aquela cena e refletindo, vendo como existiam pessoas filhas da puta que mereciam apenas sofrimento à sua vida. Há quem julgue seu pensamento como errado, mas aquela era sua ideologia, trazer ordem e paz através da vingança, se aquilo fosse o necessário. Sua grande decisão foi deixar tudo que já lhe ocorrerá para ir mundo a fora, espalhando sua ideologia ao redor do globo. A única coisa que não pôde deixar para trás foi a memória de seu pai, assim como o seu irmão mais novo Miler Teller, jovem com conhecimentos básicos na área de medicina, que ajudaria a Jax em sua causa, sabendo que ele não poderia fazer tudo aquilo sozinho: seria seu companheiro para qualquer situação, nunca tendo o deixado de lado em toda a vida.

DIAS ATUAIS
Havia se passado um mês e alguns dias depois da grande mudança de Jax. Buscou expandir seu conhecimento pelo mundo que o aguardava, e livros foram a chave para que isso foi possível. Não só isso, como também sabia que precisava estar preparado fisicamente tanto quanto psicologicamente, passando este tempo todo se preparando pelo que estava a vir. Felizmente não estava só, contava com a ajuda de Miler, e hoje é o dia que finalmente decidiu estar pronto e sair de sua casa.

Sua família tinha o hábito de levantar-se cedo, então antes mesmo que o relógio pudesse chegar às nove da manhã, estava levantando de sua cama com um grande entusiasmo. Olhava para o lado e já podia observar sua mochila, onde dentro possuía três peças de roupa para que pudesse seguir viagem. E apenas com isto que sairia de sua casa, nada mais.

Jax dirigia-se naturalmente a mesa, onde Gemma e Clay, sua mãe e padrasto respectivamente, o aguardavam para o café da manhã. Tudo estava em silêncio, já que ambos sabiam que naquele dia, seus dois filhos deixariam a casa para se aventurar num mundo cruel, que aguarda diversos perigos. Gemma estava tanto com orgulho como com receio de não conseguir superar a partida. No entanto, não preferia nada comentar. Clay já mantinha sua cara de durão como sempre, mesmo que por dentro, tinha apenas orgulho daqueles que ele criou como filhos.

- Miler, dá pra apressar? – exclamou de forma que quebrou todo o silêncio do local. Seu irmão ainda não estava na mesa, então solicitava sua presença.

Sentou-se e se alimentou de maneira rápida, mesmo que às vezes trocava alguns olhares com sua mãe, de maneira que o tocava no coração. Nunca fora bom com despedidas, e desta vez não seria diferente. Quando todos na mesa terminaram, sua mãe já não agüentava segurar suas lágrimas, que ninguém sabia definir se era por bons ou ruins sentimentos, assim levantando e ir abraçar os irmãos Teller. Todos ali trocaram algumas palavras, clichês de qualquer despedida, e Jackson foi rapidamente ao seu quarto pegar sua mochila e vestir sua roupa.

Observava-se ao espelho enquanto arrumava-se. Olhava para sua face que já demonstrava confusão, mas algo que era apenas temporário, talvez por toda aquela demonstração de afeto anteriormente. Uma calça jeans escura, uma camiseta cinza simples, um par de sapatos marrons. No entanto, a parte mais chamativa em sua vestimenta era aquela sua jaqueta de couro preta, sem mangas como um colete, mas que estampava a sua frente “Sons of Anarchy Motorcycle Club, Redwood Original”, sendo aquela um uniforme da oficina que agora deixaria para trás. Na parte traseira, o título “Sons of Anarchy [Filhos da Anarquia] estampado logo acima de um ceifeiro. Um óculos escuro, porque em sua opinião, o sol ficaria forte durante o dia todo. Por último, colocava em sua mão direita um par de anéis, um no dedo anelar e outro no dedo médio, onde juntos formavam a sigla “SONS”.

Foi até a porta, evitando novamente outra troca de olhares com a sua família, e então aguardou seu irmão. Assim que ele chegou, partiu para a estalagem no lado sul da ilha, próximo ao nível do mar, Linha & Anzol. Lá seria um ótimo ponto de partida para cumprir todos seus objetivos. Ao mesmo tempo que se dirigia para a estalagem, seu relógio apontava para nove e quarenta e cinco da manhã.

Considerações:
- Tive a total liberdade de narrar as ações dos pais do personagem, por ser o primeiro post e ser apenas algo pré-viagem, que de nada afetará. Espero que não traga problemas.

- Estou com uma bolsa com três peças de roupa. Esta bolsa poderá ser usada para armazenagem, ou seu uso se torna inútil in-game por ser algo que eu "já possuía" antes da aventura?

- O role play está sendo realizado em dupla, com o fodendo Lohan.

Objetivos:

Estão meio complexos e talvez até meio exagerados para o início de RPG, no entanto listarei vários por ordem de prioridade para que o narrador os adapte da melhor forma possível, trazendo uma boa trama para a aventura, mesmo que não seja possível colocar nem mesmo a maioria. Em relação à demora da aventura, não tenho problema algum em ser demorada, é preciso ser apenas bem aproveitada.

- Adquirir uma embarcação: meu foco é uma Caravela, mas acho que é uma exigência grande, então pensei que eu poderia achar alguma de piratas já danificada, mas com uso temporário, e com sua manutenção eu me viraria depois.

- Assim como a embarcação, busco itens para mantimento. São estes comidas que não precisam de preparo, mesmo que com um curto prazo de validade, algo para dormir - que provavelmente já poderia estar na embarcação, entre coisas do tipo.

- Logo depois de conseguir meus mantimentos, busco adquirir experiência no ofício de "Engenheiro", da mesma forma que busco materiais básicos para qualquer bom mecânico.

- Acho que cumprindo os outros objetivos adquiro experiência naturalmente, mas caso tenha requisitos específicos para um grande ganho de experiência, que sejam impostos. Se possível, também explorar o EdC.

- Uma pistola simples, mesmo que sem munição, já é uma boa arma para início de "conversa".

- Meu personagem será uma espécie de justiceiro, no entanto, irá seguir como um civil - busco fama através de ações que por mas que pareçam erradas, sejam em prol da "justiça", parecendo ser apenas o mocinho da história.


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2 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Set 25, 2015 2:00 am

#Inicio

O dia começava. O sol surgia naquela manhã com aquele leve vento fresco como quase toda manhã. Levantava da cama olhando para sua bolsa,onde dali mesmo, colocava algumas peças de roupa.

Saia do banho totalmente revigorado. Deixando pra trás todo peso do sono, escutava seu irmão, Jax, chamando seu nome com um tom de impaciência. Indo para cozinha encontrava sua mãe, emocionada, caindo lagrimas nos seus olhos, em seu olhar percebia todo seu sofrimento. Dava um forte abraço bem demorado, aquele de despedida. Pegava sua mochila e seu chapéu, ia para cozinha a encontro de seu irmão, todo aquele silencio era de partir o coração.

Para quebrar todo aquele silencio, dava uma espreguiçada esticando todo seu braço e dava um grande sorriso. Miles não se dava bem em despedidas, e ficava sem jeito. Seguia em direção a porta junto ao seu irmão, com o coração apertado, partiram para uma estalagem no sul da ilha, e lá iriam começar uma aventura.


Objetivos:
-Conseguir uma nova espada, que seja melhor que a inicial.
-Melhorar suas habilidades medicas.

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3 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Set 25, 2015 2:52 pm

Gol D. Roger

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Era apenas mais uma manhã, como tantas outras na pacata cidade de Shells Town. O sol se levantava preguiçoso atrás dos morros da ilha, e junto com ele uma dupla de determinados irmãos. Poucas nuvens obstruíam o céu, de forma que mesmo que o sol subisse de forma lenta, o dia era claro e bastante morno.

Uma brisa salgada soprava morro acima, vinda do cais na costa sul. Era naquela direção que os dois, após suas atividades matinais e uma despedida sem graça de seus familiares, se dirigiam de forma empolgada; talvez até mesmo apressada. Descendo pelos ruas, dobrando esquinas, cruzando becos. Aquele era um cenário já muito conhecido pelos dois. Principalmente por Jackson, que alguns anos atrás presenciara tão atrozes cenas num dos becos do leste da cidade, cinco ruas distante do banco - e cinco da costa.

Provavelmente aquilo lhe avivou ainda mais algumas recordações. Dez e quinze da manhã. Aquele era um dia tranquilo na ilha. Apesar do horário já estar bem avançado - considerando-se o normal - poucas pessoas circulavam pelas ruas. Os únicos sons eram o das ondas quebrando contras as rochas, um leve sussurrar do vento, e algumas conversas em esquinas variadas. Era uma tranquilidade e calmaria estranha até mesmo para dias de folga.

A atmosfera só ficaria mais carregada, no momento em que os dois irmãos chegassem, poucos minutos depois, ao Linha & Anzol. A pesar de não em tão grande intensidade como nos dias mais movimentados, era possível ouvir o tradicionalmente alto ruído de cantorias, discussões e canecas batendo contra tablados de madeira. O sino da porta trilou quando ambos a atravessaram - não que fosse um som que pudesse ser facilmente ouvido sob o fiasco de rabecas e alaúdes.

A taverna estava em sua meia capacidade, das doze mesas redondas, cinco estavam cheias - sete lugares. A maioria por trabalhadores do porto. Uma delas, ironicamente, apresentava alguns recrutas do QG local - com seus sabres e mosquetes escorados aqui e ali - provavelmente dando uma fugida de seus pesados afazeres matinais para uma cerveja. Ou talvez estivessem de olho em alguma das outras mesas.

Ao balcão, cinco dos dezesseis bancos estavam ocupados por homens que nem Lohan nem Jax jamais haviam visto. Novos na cidade, talvez. Dois deles estavam sentados muito próximos, encharcando-se em rum e debatendo a altos brados. Os outros três, sentavam-se com alguns bancos de distância entre si, dispersos em seus grandes canecos de cerveja ou vinho.


Dois músicos tocavam - um rabequeiro e um tocador de alaúde - em um estrado no extremo do salão oposto a porta, próximos de uma grande lareira que servia de aquecedor nos - raros - dias mais frios. O som era agradável e alto, servindo como um perfeito filtro para tornar ininteligível qualquer uma das conversas. A exceção destes músicos, e de alguns poucos trabalhadores do cais, todos os homens no interior do lugar encontravam-se armados.

====

Obs quanto a objetivos:

Galera, seguinte: Navio, no nível de vocês, não sei se vou conseguir garantir uma caravela, mas dependendo do desenrolar da aventura, é possível.

Sobre uma arma melhor que a inicial, a tua é considerada de Rank F, Lohan. Acho difícil tu conseguires algo de Rank E, ainda na tua cidade natal. Seria um pouco "OP" pra nível um. Mas quem sabe ao fim?

No que toca ao restante, interajam com a taverna. É um bom lugar para descobrir informações, e deixei o post cheio de dicas. Se lerem a descrição do lugar - no post da cidade - vão ver que ele não é famoso por um certo tipo de público citado.

Jakson:
Cara, relaxa quanto a tua sacola, podes usar ela pra armazenar comida sim.

E só porque tu não és cozinheiro por ofício, não quer dizer que não saiba cozinhar. Tu é capaz de preparar refeições a bordo e tudo, mas não de conseguir buffs com elas ou melhorar a durabilidade/aproveitamento do que tu tens.

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4 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sab Set 26, 2015 11:41 am

#002 - Suspeitos e bebidas;


Mesmo caminhando de forma apressada, Jax buscava aproveitar-se do máximo daquela brisa que cortava a cidade inteira, vindo da direção oposta de que caminhava. Enquanto seus cabelos loiros iam para trás acompanhando a brisa, se arrepiava por inteiro só de imaginar tudo que veria de novo, que pudesse aproveitar fora de Shells Town, já que nunca tivera saído dali. Ansiedade tomava conta de si, e por uma única vez na vida, conseguia caminhar por aquelas bandas sem relembrar do acontecimento de mudou sua vida como uma imagem terrível, mas sim como aquilo que o motivou a fazer tudo aquilo, para lutar por seus ideais.

- Sabe, mano, eu sempre quis me lançar ao oceano, sem destino algum. Mas agora eu tenho uma causa, algo que me motiva a fazer isso sem ficar triste pelo fato de deixar minha família para trás. E além de tudo, tenho ti como companhia. - exibia um largo sorriso em sua face, e uma expressão tranquila. Nunca foi de demonstrar seus sentimentos de forma tão aberta, e estava ali, dizendo tais palavras ao seu irmão como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Conforme avançava, ouvia um barulho distante, motivo suficiente para aumentar toda sua ansiedade e fazê-lo aumentar a velocidade de seus passos. Antes de se deparar com a entrada do estabelecimento e assumir uma postura decente, estava praticamente correndo. Parecia uma criança impaciente, isso porque já tinha uma avançada idade, e para piorar estava na presença de seu irmão, mais novo.

Respirou fundo, tentando se acalmar. Quando se achou preparado o suficiente, deu um largo passo, entrando no estabelecimento de uma só vez. Olhou de forma estranha para o sino que trilhou, anunciando-o junto de seu irmão, como se tivesse levado um pequeno susto. Só depois pôde olhar de forma ampla pro ambiente que se encontrava, diferente do que costumava frequentar, e ver cada detalhe que ali se encontrava.

O que chamou sua atenção logo de cara era a marinha estar por ali. Raios, logo de manhã, alguns marinheiros armados? Para Jax, seria burrice pensar que eles estavam ali apenas aproveitando uma bela dose de rum logo pela manhã, em vez de estarem se dirigindo para o quartel general. Os pontos se ligaram quando pôde perceber alguns homens ali armados. Não eram todos, mas não sabia nem definir quantos, apenas observando. Mas sua primeira impressão era que logo de cara havia se metido num futuro confronto de marinheiros contra piratas: e pensava assim porque sair daquele local de fininho e deixar aquilo de lado não estava na sua lista de possibilidades.

Jax puxou seu irmão pela manga da camisa, para que pudesse cochichar em seu ouvido. Não era só para que ninguém ouvisse, como também era para que ele pudesse ouvir, já que o ambiente era demasiado barulhento para que pudessem conversar normalmente.

- Aqueles homens no balcão, eles me parecem suspeitos demais. A marinha também deve achar isso, porque não estão aqui a toa. Vou lá conversar com eles, enquanto você, tente arrancar algo da marinha. - seu instinto naturalmente agia, e enquanto se arriscava indo conversar com pessoas que pudessem ser ameaça, jogava seu irmão para cima dos marinheiros, onde seria mais seguro. Ao final da conversa também tentava pegar a arma que seu irmão portava, de maneira que ele chegasse desarmado até aqueles marinheiros, simplesmente para prevenir de que ele causasse más impressões, mas torcia para que já não tivessem visto esta arma na posse de Miler.

Jackson Teller dirigiria ao balcão, sentando no vão entre os dois homens próximos e um dos três homens dispersos, mas logo ao lado daquele ali disperso. Caso estivesse com a arma em suas mãos, pousaria-a sobre seu colo, não tentando esconde-la nem um pouco. Erguia a mão, buscando chamar a atenção do barman.

- Traga-me rum, por gentileza. - aguardaria que sua bebida chegasse, e logo depois do primeiro gole, olharia para o homem ao seu lado, analisando-o visualmente, e tentaria puxar conversa - Nunca te vi por estas bandas, e olha que estou neste estabelecimento quase todos os dias da semana. O que te atraiu para Shells Town, esta pacata ilha? Ainda mas estando só. Porque me surpreenderia se você me dissesse que é daqui.

De tempos em tempos, quando tivesse a distração do homem com quem conversava, buscaria analisar novamente o ambiente por inteiro, dando prioridade ao seu irmão, querendo saber como estava seu andamento. Mas também não queria demonstrar ao homem em sua frente seu interesse por tudo ali.
 
Considerações:
- Estava pensando grande, mas acho que uma embarcação deste porte já não é tão prioridade. Garantindo uma boa embarcação, já pode dar foco para os outros objetivos, pois acabará saindo até mais vantajoso.

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5 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Dom Set 27, 2015 3:30 pm

#Buteco

Caminhava sem saber para onde estava indo. De forma apressada seu irmão jax andava, juntamente com vento fresco que batia em seu rosto olhava para jax com muita admiração. Os olhos de jax brilhavam parecia que estava viajando, com um pequeno sorriso de lado, mantendo um semblante feliz. Na caminhada, Jax, começou a falar coisas de que não era de seu costume, Miles ficou um pouco assustado porém feliz, vendo que seu irmão que sempre foi  bem fechado, se abrindo com ele desse jeito.

Continuando a caminhada  jax começava a aumentar o passo, quase correndo. Parecia estranho, por conta de que não tinha necessidade daquilo. Mesmo assim Miles continuava manter o ritmo do irmão. Chegando mais perto em um estabelecimento Jax chegava na porta, Miles um pouco ofegante, com seu braço apoiava na parede com respirando rápido e forte. Pensou em perguntar o motivo, mas, não queria aborrecer o irmão.

Cada momento que passava, Miles achava seu irmão mais estranho, ele parecia nervoso e bem desconfortável.  Entrava no estabelecimento que não estava totalmente lotado, mas por sinal tinha bastante gente. De primeira, dava para ver alguns soldados da marinha e outras pessoas que aparentavam ser piratas, ao ver todo aquele movimento, subia quele arrepio. Miles não era de frequentar aqueles lugares, e não parecia um lugar muito familiar de primeira impressão.

Ainda do lado de seu irmão mais velho, Miles ficava de pé observando todo o lugar. Instantes depois, Jax o seu irmão, o puxava pela manga de sua camisa, vindo até o seu ouvido parecendo querer falar algo. Logo Miles se aproximava mais para que escutasse seu irmão, e ele dizia:

-Aqueles homens no balcão, eles me parecem suspeitos demais. A marinha também deve achar isso, porque não estão aqui a toa. Vou lá conversar com eles, enquanto você, tente arrancar algo da marinha.

Seu irmão tirava sua espada, olhando assustado Miles não reagiu. Um pouco assustado com que seu irmão dizia, não sabia oque fazer. Falar com os marinheiros parecia uma coisa arriscada tanto quanto falar com os piratas. Mas como era pedido de seu irmão mais velho, criou coragem para ir até eles. Ia em direção ao grupo de marinheiros, um pouco nervoso de fazer algo que não agradasse seu irmão. Sentava em uma cadeira que sobrava entre eles olhava para um dos marinheiros - Me desculpe se estou atrapalhando, mas, nunca vi aqueles piratas que estão ali, eles parecem não ser da cidade e nem amigáveis! Oque vocês acham? - Se apoiava na mesa com expectativa da resposta dos marinheiros, pedia para um cara que trabalhava, uma bebida sem álcool, e mantendo um jeito confiante.

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6 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Dom Set 27, 2015 4:56 pm

Gol D. Roger

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Os irmãos adentravam a taverna. O clima de música alta seguia, mas mesmo sob o forte barulho foram capazes de comunicarem-se entre si. Embora Jax não tenha notado, por estar inclinado para seu irmão, Miles percebe que no momento em que os dois conversavam "em privado", alguns homens das outras mesas lhe lançaram relances. Nenhum deles era face conhecida, mas poderiam muito bem ser trabalhadores do porto - ou viajantes.

Devido a grande quantidade de pessoas e a mesa, não foi possível ver se carregavam ou não armas. No que toca os homens no balcão, ou os marinheiros, nenhum deles pareceu dar grande atenção aos recém chegados. Na verdade, Jax só foi ser notado por um dos grupos depois de ter se sentado ao lado dele.

- Hehe. Vai saber. Há muitas ilhas neste mar, precisaria parar em alguma antes de seguir adiante. - o homem respirou fundo, em um pequeno suspiro de desaprovação - ora, rapaz, porque tanta vontade em me mostrar essa espada. Estamos num bar! Não é o local mais apropriado para uma confusão desas, tsc, tsc.

O homem com quem Jakson falava era uma pessoa que deveria estar entrando na meia idade. Trinta e oito, talvez uns quarenta anos, a julgar pelas pequenas rugas de expressão em sua pele bronzeada. Mas era também um ser intimidador. De bons porte e compleição física, encontrava-se sentado numa posição confortável na banqueta do bar. E isto era o que mais inquietava: embora perfeitamente calmo e relaxado, aquele sujeito mantinha as costas completamente eretas, os ombros firmes e paralelos. Como se a altivez fosse sua naturalidade. Pendendo, quase que displicentemente de sua cintura, estava um largo e comprido cutelo.

A voz com a qual ele repreendera o primogênito dos Teller fora quase como a forma com que um amigo repreende o outro por errar em algum tipo de ensinamento. Com um tom calmo, limpo e até mesmo tremido por uma leve risada. Fosse quem fosse, Jax pôde perceber de imediato que aquela não era uma pessoa comum. E que poderia, até mesmo, ser perigoso. O desconhecido tomou mais um longo gole de seu caneco de cerveja, acenando com a cabeça para um dos atendentes para que trouxesse mais.

Enquanto o irmão mais velho havia escolhido seu alvo, miles chegava um pouco apreensivo na mesa dos marinheiros. Eram cinco homens sentados em círculo em torno da mesa principal. Cada um deles com sua arma repousando ao lado, escorada contra a mesa: dois mosquetes e três sabres. Eles pareciam todos bem jovens. Nenhum teria mais do que vinte e dois ou vinte e três anos - bem como nenhum aparentava ter menos de dezesseis. Provavelmente recrutas recentes do quartel.

- Está louco, garoto? Baixe a voz! - exclamou um dos marinheiros sentados a mesa, depois de sorver um bom gole do rum que estava no copo a sua frente - Quem foi que lhe disse que são piratas, hã? Não temos nenhuma indicação disso. Nunca os vi nos cartazes de procurados...

- Ora, largue de ser tão medroso, Yudi! Hahahahaha! Não é como se aqueles idiotas fossem largar suas bebidas apenas para bater com as armas deles na sua cabeça, uahahahahaha! - interpelia um segundo marinheiro, já consideravelmente embriagado, depois de secar o copo em um único gole, provocando o companheiro.

- Não é isso, Zummer! E fale baixo, pelo amor de deus! - seguia aquele que parecia se chamar Yudi. - Mas não tínhamos combinado não chamar a atenção? Se nos reportarem para o sargento será o nosso fim!

Enquanto ouvia a discussão acalorada entre um marinheiro bêbado e outro assustado, um garçom estendeu a Miles um grande caneco de suco. Os outros três marinheiros pareciam nem ter dado bola ao acontecimento, preocupados demais em sorver suas bebidas e seguir atacando vários pedaços de carne e frutos do mar que estavam também postos a mesa redonda. A música ambiente seguia anta e clara.

Nas outras mesas, os homens que aparentavam ser trabalhadores do porto mantinham suas conversas e no bar, os rapazes seguiam com o mesmo padrão comportamental. A única mudança parecia ser no par de companheiros um pouco ao lado de Jax. Por uma ou duas vezes o rapaz pode interceptar um leve relance de um ou outro membro da dupla sobre si... O que aquilo queria dizer?



Última edição por Gol D. Roger em Ter Set 29, 2015 11:24 pm, editado 3 vez(es)

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7 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Seg Set 28, 2015 3:55 pm

#003 - Intimidações e desconhecidos;


Por mas que estivesse num clima estranho - porém muito animador - Jackson Teller não pôde deixar de notar os olhares que eram lançados de relance a ele. Naturalmente, se sentiria intimidado ou talvez até mesmo ameaçado, mas naquele momento sua única ação fora bem simples e rápida: dirigir aquele copo com sua bebida favorita novamente aos seus lábios, dando um longo gole que descia com uma sensação de queimação por sua garganta. Algumas pessoas largariam a bebida no mesmo instante, mas para aquele homem, aquilo era puro prazer.  

Quando voltou a atenção para sua conversa com aquele desconhecido, deixou aparente em sua cara uma expressão de desaprovação. Esperava ouvir algo que lhe trouxesse interesse, e não um sermão de uma pessoa aleatória no mundo. O pior de tudo era que aquela espada não era nem mesmo para causar intimidação, mas para não dizer que aquela conversa tinha sido em vão, procurou dar uma continuidade à ela.

- Na verdade, meu objetivo é exatamente este. Navegarei por estes mares que ainda desconheço, e serei um caçador de piratas. - o seu tom, no momento em que estava para dizer o que buscava ser, aumentava. Não o suficiente para que o bar todo pudesse ouvir, mas o suficiente para que alguns dos caras próximos a si ouvissem, principalmente aquela dupla que estava ao seu lado, se divertindo como se não houvesse um amanhã. Como já não tinha interesse ali com aquele cara e seu irmão não aparentava ter problema algum, acabou flagrando um olhar entre ambos que julgou como estranho, e passou a dar mais atenção a eles: se não fosse para eles, com quem mais se preocuparia ali?

Sua mão esquerda pousou sobre a bainha da espada, percorrendo-a pela ponta dos dedos, como se estivesse apenas brincando com aquela arma fatal, ainda mas na mão de quem realmente soubesse utilizá-la - mas este de fato não era o caso de Jackson, já que sua especialidade em combate era no corpo-a-corpo-, diferente de seu irmão, dono daquela espada, que tinha certa maestria no kenjutsu. Fazia aquilo apenas para chamar atenção para sua arma, se alguém estivesse o olhando, dando destaque outra vez para aquela dupla.

- A espada, bem, não quis deixá-la assim para intimidar ninguém. - era a verdade, acima de tudo, já que sua real intenção era apenas permitir que seu irmão fosse conversar com marinheiros com as mãos limpas, para não causar nenhuma desconfiança desnecessária logo no começo da aventura de ambos - Apenas me sinto mais confortável com ela assim. Ela me incomoda caso esteja presa, sabe? Talvez você me questione pelo porte dela, mesmo sendo um frequente visitante do bar, mas é porque já me topei com algumas situações que uma arma simplificaria tudo. Acho que você me compreende, hehe. - seu tom já era normal, e estava apenas aproveitando o papo que tinha com aquele homem. Jax ainda o considerava uma ameaça, mas ele havia demonstrado ser pacífico demais para que rendesse algo.

Matava a bebida que ainda lhe restava num único gole, e esticava seu braço direito para o balcão, para que assim pudesse chamar a atenção do garçom para preencher novamente seu pequeno copo. Olhou para seu irmão por uma última vez, tentando entender a situação que Miler passava por lá. Havia anunciado em voz alta que desejava se tornar um caçador de piratas no meio do que talvez fossem piratas, mas nada seria dito se Miler não estivesse ali, colaborando: não era seu desejo, mas caso algo ficasse apertado para que não pudesse dar conta só ou com a ajuda de seu irmão, mandaria um sinal de ajuda para seu irmão - que entenderia com facilidade, levando em consideração toda a convivência da dupla - para que pudesse ir atrás de apoio: marinheiros armados, dando uma vantagem numérica fácil. Sem contar que eles estarem presentes evitaria uma confusão ali mesmo no estabelecimento, algo nada desejado por Jackson.

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8 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Seg Set 28, 2015 10:01 pm

#Buteco Parte 2

- Está louco, garoto? Baixe a voz!

Dizia um dos marinheiros que estava do seu lado. - Quem foi que lhe disse que são piratas, hã? Não temos nenhuma indicação disso. Nunca os vi nos cartazes de procurados... - Com uma cara de despreocupado e aparentava estar muito bêbado.

- Ora, largue de ser tão medroso, Yudi! Hahahahaha! Não é como se aqueles idiotas fossem largar suas bebidas apenas para bater com as armas deles na sua cabeça, uahahahahaha! - Com um tom de superioridade e desprezo, dizia outro marinheiro que não aparentava estar nem um pouco sóbrio. Continuavam ali discutindo entre si, enquanto Miles já estava de saco cheio daquilo, de toda aquela discussão sem sentido daqueles marinheiros que não aparentava não ter nenhuma experiencia, dizia:

- Não sei se vocês perceberam, mas, aqueles piratas estão olhando para vocês, cada olhar é uma risada e um cochicho, devem achar vocês um bando de fracotes, isso sim!

Falava sem preocupação alguma, parecia que ja conhecia os marinheiros de tempos. Miles pegava seu copo de suco, ainda cheio até o topo, com 3 goles e sem parar para respirar, deixa o copo seco. Levantava o copo mostrando ao garçom que enchesse o copo.  Sempre olhando para mesa onde seu irmão estava, a espera de algum sinal e até mesmo um pouco preocupado com seu irmão no meio daqueles que aparentavam ser piratas, via que tudo até aquele momento tudo estava bem, aguardava a resposta dos marinheiros a sua volta.

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9 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Ter Set 29, 2015 11:13 am

Gol D. Roger

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- Oi, oi. Não precisa de tanta empolgação - intervia novamente o homem. Tinha cabelos acastanhados e curtos, mesma cor de seus olhos. O tom de voz seguia como de leve desaprovação - Adoraria beber sem que houvesse uma confusão desnecessária. Estas palavras podem acabar provocando alguém.

A dupla que antes relanceava olhares para Jax, imediatamente pareceu tensionar-se. O mesmo ocorreu com vários outros dos homens do balcão. Mas, por alguma razão, nenhum deles pareceu se mover frente ao desafio lançado pelo aspirante a justiceiro. Das mesas da taberna, muitos homens trocaram olhares perplexos pela constatação do rapaz - bem, muitos daqueles que a haviam ouvido, pelo menos. Ainda assim, o clima de festa, canções e bebedeira, pouco pareceu esmaecer.

- As vezes não precisamos de nossas armas - respondeu novamente o homem altivo de cabelos castanhos. - E, se não reparaste, metade das pessoas aqui presentes já relancearam olhares desgostosos a maneira como carrega a espada.

Enquanto falavam, um descontente garçom enxia novamente o copo de Jakson. O homem estava bastante contrariado com a decisão do rapaz de tentar provocar uma confusão no estabelecimento. Um dos homens se levantou. Estava sentado no extremo mais distante do balcão do bar. Os irmãos perceberam seu rosto visivelmente corado pela bebida. Em meio a um sorriso bobo, ele caminhou com passos vacilantes e saiu pela porta do bar, fazendo trilar o sino. Em sua cintura, pendia o longo cano de uma pistola.

- Ora, cale-se, rapaz! - exclamou um dos marinheiros que ainda não havia entrado na discussão. Este era um pouco mais velho que a média da mesa. E parecia estar, também, muito mais sóbrio - Suas suposições não passam de mero "chute", sem provas. Agora deixe-nos em paz. Está perturbando a ordem pública, e nós da marinha não podemos permitir isso! - Vociferou o homem. Deveria ter, talvez, vinte e cinco anos, e já começava a aproximar a mão do cano do mosquete que deixara encostado à mesa.  

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10 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Ter Set 29, 2015 3:39 pm

#004 - Armas e brigas;


Mal sabia o homem com quem Jackson conversava que o objetivo dele era chamar a atenção, e não apenas aproveitar daquele copo de rum que estava a sua frente. Todos os olhares que eram atraídos para si, devido seu comentário e seu modo de agir desde que chegara até ali, agradavam o aspirante à caçador. Se algum pirata estivesse ali, o que era bem provável, ele obviamente se incomodaria com o homem ousado. E tal homem queria saber quem seria o primeiro a se incomodar.

- Gosto de carregá-la da maneira que me sinto mais a vontade. Nunca fui de me importar muito com a opinião alheia, mas não que estivesse sendo desrespeitoso com você.
- Jax gostava da forma de como aquele homem diria as palavras a si, então por um momento buscou ser mais amigável do que estava sendo. Abaixou seu tom para que apenas o homem ao seu lado pudesse lhe ouvir. - Esta arma nem é minha, meu caro companheiro. Muito menos sou um frequente visitante deste bar. Apenas quero deixar o desejo de se tornar um caçador de piratas de lado, para botá-lo em prática, hehe.

Naquele instante, um homem sentado no balcão se levantou. Era aquele mais distante de Jackson, e visivelmente afetado pela bebida, exibia um sorriso na cara e se dirigia para fora do estabelecimento. Na sua cintura, era possível se observar uma pistola, algo que era de seu interesse antes mesmo de sair em aventura. Sua especialidade era corpo-a-corpo, mas sempre fora um amante de armas de fogo. Não seria qualquer um a andar armado, e com vontade de obtê-la para si, estava determinado a ir atrás daquele homem.

- Agradeço que tenha me dado atenção, mas preciso partir. - dizia para o homem com quem conversava até agora. Acho que para ele, a intenção de Jackson estava clara, porque não fora o único a notá-lo saindo do estabelecimento, mas não esperava nenhuma reação dele, que aparentava ser pacifico demais para se envolver em algo. Deu o último gole do dia, deixando meio copo ainda preenchido no balcão, e dirigia um olhar intimidador para o balconista, como se alguma confusão fosse acontecer caso fosse cobrado daquela bebida. Agarrava a extremidade inferior da bainha da espada em seu colo, logo acima do punho, mas com a arma de ponta cabeça, e levantava-se exalando determinação.

Sem tentar chamar muita atenção, passava por trás de Miler Teller, seu irmão, o puxando para que apenas ele pudesse ouvir o que estava a dizer. No mesmo instante, deixou a arma mais próxima de seu real portador, mas na altura de suas costas, estando oculta da visão de todos aqueles marinheiros. Causar desconfianças era o que ele menos gostaria naquele instante.

- Acho que achei meu alvo. Irei sair, certifique-se de que mais ninguém sairá atrás. Caso eu esteja livre de mais companhia, faça o que bem entender. - naquela posição, podia ouvir o marinheiro se dirigindo de forma desrespeitosa com seu irmão. Queria se intrometer, mas não podia demorar muito ali, e preferia que Miler se virasse da maneira que achasse melhor. - Não arranje confusão desnecessária, mas não permita que estes marinheiros vagabundos dirijam-se a você desta maneira.

Assim, também sairia do bar. Esperava que o homem portador da pistola ainda estivesse em seu campo de visão, e o seguiria de maneira cautelosa. Seu objetivo era ir para uma região mais afastada, e caso o homem deixasse aparente de que seguiria para um caminho não desejado, estaria disposto a interferir sua caminhada. O que diria dependeria da ação do homem, no entanto.

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11 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qua Set 30, 2015 1:25 am

#Buteco Parte 3

Com toda aquela intenção de causar entre os marinheiros e os supostos piratas estava indo por água abaixo. Por pensar que eles estavam bêbados, achou que era mais fácil de manipular, mas com o tempo percebeu que não iria funcionar, não tinha nada em mente mas iria manter na tentativa de manipula-los.

- Ora, cale-se, rapaz! - Exclamava um dos marinheiros que antes parecia não estar por perto - Miles assustou com a tal reação o marinheiro, mas, continuava a escutar o marinheiro - Suas suposições não passam de mero "chute", sem provas. Agora deixe-nos em paz. Está perturbando a ordem pública, e nós da marinha não podemos permitir isso! - com um tom de grosseria e firmeza dizia o marinheiro.

Seu irmão passava por perto e o puxava, aproximando de seu ouvido para falar algo, dizendo tudo que precisava, colocava sua espada bem perto, onde ninguém tinha total visão e principalmente a dos marinheiros.

Aquela reação medíocre do marinheiro, fez com que Miles começara a ficar nervoso.  Secava seu copo de suco batia na mesa - Eu não estou chutando, estou vendo com meus próprios olhos! Perturbando a ordem publica? Vocês não passam de marinheiros iniciantes, deveriam ficar aqui pro resto de suas vidas, parece que nasceram pra isso! - totalmente nervoso e fora de si, Miles levantava e dava um soco na mesa, com as mãos fechada e a cara fechada, olhava para o marinheiro.  Pegava sua espada de um jeito em que ninguém em sua volta conseguiria ver, e saia dali, sem olhar para trás, ia a caminha da porta de saída do bar e já preparava a sua espada, caso alguém tentasse algo contra.

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12 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qui Out 01, 2015 7:56 am

Gol D. Roger

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Embora não aparentasse ter dado qualquer atenção a Jakson quando este deixou o balcão, tão logo o rapaz lhe deu as costas, seu antigo companheiro de conversa tornou a ele um relance de olhar, acompanhando seus movimentos. Viu quando ele devolveu a espada ao irmão, cochichando qualquer coisa e então deixando o estabelecimento - acompanhado pelo agudo trilar do sino preso a porta.

O que ele pretendia? Difícil saber. Mas tão logo Jax deixou o recinto ele voltou todas as atenções diretamente para seu irmão mais novo, Milles. Podia ver que o tom das conversas em torno da mesa da marinha estava se tornando bastante elevado, e realmente não gostaria que uma briga se espalhasse pelo bar enquanto tentava simplesmente desfrutar de alguns canecos de cerveja. No que toca os dois homens que cochichavam... Saíram pouco depois do mais velho dos Teller.

Assim que saiu pela porta, Jax pode perceber que seu alvo não havia ido muito longe. O homem bêbado a quem ele seguia havia descido duas ruas, em duas próximas sucessões de curvas, provavelmente se dirigindo para o porto da ilha. Caminhava com um passo vacilante, e consideravelmente alheio a tudo que acontecia em seus arredores. De estatura mediana e longos cabelos castanhos, ele não aparentava ter um grande porte físico. Seria uma presa fácil para o aspirante a caçador.

Entretanto, com a manhã já se aproximando do final, o movimento nas ruas de Shells Town estava um pouco maior, e um ataque em plena luz do dia seria, talvez, temerário demais naquelas vias abertas. Cem ou duzentos metros depois do local onde o bêbado estava, duas esquinas adiante descendo o platô, Jax divisava um beco que seguia entre as costas de armazéns do cais e a face de um dos pedregulhos que formava a elevação característica do relevo da ilha.

Enquanto isso, no interior da taverna, no momento em que Miles esmurrou a mesa, o anterior companheiro de conversas de seu irmão mais velho se levantou do banco. Uma vez em pé, era possível ver que o homem de cabelos assustadoramente pretos e uma sombra de barba que cobria a parte inferior de seu rosto não apresentava um rosto nem um pouco amigável.

- Moleque insolente! - bradou o marinheiro sóbrio, puxando de um único movimento seu rifle. A comoção chamou a atenção em boa parte do bar. Um forte estardalhaço de cadeiras sendo empurradas para trás e muxoxos de surpresa chegou a abafar completamente o discreto sino, que anunciava que os dois comparsas, antes confabulando entre si, seguiam Jax para a rua.

O marinheiro fez mira no exato momento em que o mais novo dos Teller lhe oferecia as costas, mas antes que pudesse puxar o gatilho, a voz daquele forte homem de cabelos pretos irrompeu como um trovão, forte o bastante para ser ouvida até mesmo por Jakson, do lado de fora da taberna.

- Se da valor a sua vida, baixe IMEDIATAMENTE este mosquete! Estamos em um bar, aqui bebemos e comemos, se quer perturbar a paz daqueles que descansam, eu mesmo tomarei conta de você LÁ FORA! - a voz colérica do homem impôs um silêncio imediato. Ele havia sacado seu grande cutelo, uma arma com quase um metro de lâmina e larga como uma tábua. A tensão se instalou no recinto e o marinheiro vacilou. Todos aqueles presentes em sua mesa pareceram ficar pálidos frente as declarações do homem.

Miles seguiu seu caminho em direção a porta sem qualquer problema, passando quase despercebido em meio a multidão estarrecida. Pôde perceber em seu caminho que alguns dos homens sentados nas outras mesas tinham armas em punho também, todos voltados contra o marinheiro que havia sacado seu mosquete. Mas não ficou tempo o bastante ali para descobrir o resultado daquela rusga, saindo do Linha & Anzol antes que isso fosse possível.

Uma vez na rua, deparou-se com uma cena esquisita. Um bêbado caminhava em direção ao cais; seu irmão o seguia de forma sorrateira e concentrada, esperando que ele estivesse próximo ao beco do armazém para encurralar-lo; e atrás deste, dois homens com lenços amarrados às cabeças o seguiam, também de forma silenciosa, com pistolas na mão.

O que a dupla faria agora?

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13 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qui Out 01, 2015 7:40 pm

#005 - Ação!?

Mal havia saído do estabelecimento e o que Jax ouvia era uma voz imponente, do homem com qual conversava anteriormente, se dirigindo ao que parecia alguém armado com um mosquete e apontando para alguém. Assim que entrou no Linha & Anzol, havia visto mosquetes com a marinha, que "por coincidência", era com quem seu irmão estava prestes a arrumar confusão. Sorria disfarçadamente, porque sabia que seu irmão estava em boas mãos. Aquele homem lhe passou confiança, e agora era quem talvez pudesse ter salvo a vida de Miles, ou não teria se dirigido daquela maneira tão intimidadora. Era uma pena que não pudesse estar lá.

Seu alvo estava caminhando para uma área de grande movimento, mas por sorte um beco próximo de seu trajeto, duas esquinas a frente. Estava decidido de segui-lo até lá, para finalmente interceptá-lo e dar conta dele, e de sua arma. Deixaria-o naquele beco mesmo, já que por aparentemente não ser um pirata, não teria utilidade nenhuma. Involuntariamente, olhou para trás para verificar se ninguém o seguia, algo com que estava preocupado desde dentro do estabelecimento, e se deparou com o que não queria.

Dois dos homens do estabelecimento o seguia, e logo atrás, seu irmão. No mesmo instante, virou seu rosto para frente. Era bem provável que a dupla sabia que Jackson já teria os visto, mas o homem procurou agir da forma mais natural possível. Seu único movimento suspeito era o que fazia enquanto se despreguiçava: as suas palmas estavam retas, e enquanto a direita apontava para cima, a esquerda pousava acima dela horizontalmente. Aquilo era um sinal para seu irmão, significava "tempo", na intenção de que ele não fizesse nada por enquanto. Esperava que ele entendesse, mas a dupla que o seguia não desconfiasse.

Os homens estavam armados, desconfiava o Teller mais velho. Por isto, pegou seu óculos escuro e passou a olhar para sua lente - na verdade, se preocupava apenas com o reflexo, mesmo que um pouco escuro - para ficar de olho em qualquer movimento suspeito daqueles homens. Não permaneceu por muito tempo daquela maneira, mas preferiu conferir mais do que uma única vez. Era claro que eles também não queriam confusão naquele lugar movimentado, e apenas seguiriam Jackson: era naquele beco que queria que tudo acontecesse.

Quando praticamente a frente com o beco, aceleraria - sua velocidade seria equivalente à quarenta e nove metros por segundo - sem que seu alvo tivesse visão de si, tentando envolvê-lo com os braços, de forma que os dele ficassem imobilizados, e o forçaria a ir para o beco. Lá, o soltaria ao mesmo tempo que tentava derrubá-lo com uma rasteira com o pé direito, da direita para a esquerda, enquanto simultaneamente tentava buscar uma cotovelada com o braço direito na região traseira de sua cabeça, apenas aumentando o impacto caso caísse.

Tendo uma noção da distância que aqueles homens estavam de si, calculava de que ainda teria alguns segundos. Caso obtivesse sucesso, seria tempo o suficiente para que pudesse roubar a arma daquele homem e se aprontar atrás de algo que pudesse encontrar como obstáculo por lá, assim apontando a arma para a entrada daquele beco, na altura do peito de quem pudesse aparecer por lá - no caso de nada ter como obstáculo, ficaria logo atrás do homem que agora estaria caído ao chão.

No caso de falha, faria o máximo para que ficasse atrás do homem, do lado oposto da entrada do beco. Por mais que seu foco fosse a arma, aquele homem que a portava era a menor de suas preocupações no momento.

"Droga. Acho que quem está desprotegido neste exato momento é meu irmão, não eu!" - pensava, lembrando que seu irmão também o seguia. Mesmo querendo assegurar de que ele estava bem, apenas aguardava para ver no que tudo ia dar.

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14 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Out 02, 2015 5:09 pm

#Treta no beco

Saindo do Linha e Anzol, Miles começava a se acalmar. Toda aquela bagunça deixou um pouco alterado, um bando de marinheiros idiotas que não só servem para lavar o chão. Já na rua, algo estranho acontecia ali. Um homem que pelo jeito de andar parecia bêbado e seguindo ele, tinha seu irmão jax, bem concentrado e calmo na perseguição. Atras de seu irmão, tinha dois homem, que parecia perseguir seu irmão mais velho, que parecia não ser uma coisa boa, ambos tinham uma pistola na mão. Sem pensar, Miles sorrateiramente seguia os dois homens que pareciam querer incomodar seu irmão.

Seguindo os dois homens, um pouco mais a frente seu irmão fazia alguns "sinais", parecia querer dizer algo. Ele não voltou para atacar os dois homens que o seguia, então deveria ser um sinal de espera ou algo no estilo. Cuidadosamente seguia os dois homens, até o momento em que se irmão entrava no beco junto com o homem bêbado. Miles apertava o passo, enquanto depois de algum tempo, os outros dois homem também entrava no beco para não perder a visão, seguia os dois rapidamente. Miles iria a equivalente a doze metros por segundos, com a sua mão direita apoiava na espada pronto para tirar e fazer um ataque rápido. Ia a direção dos dois sujeitos no modo furtivo, tentando fazer com que eles não percebessem a sua presença. Eles ainda ainda de costas para Miles caminhavam sorrateiramente.  Desembainhou a espada com sua mão direita mantendo a velocidade, já próximo dos dois homens, Levando todo seu braço a frente com a espada arrastando da direita pra esquerda com total força, tentava cortar na altura do pescoço do homem da direita, dando continuidade ao corte, tentava um corte profundo levando a espada na diagonal para direita. Ainda seu parceiro na esquerda, Miles impulsionava todo seu corpo a direção dele, com as duas mãos tentava enfiar rapidamente na altura de sua costela, assim simultaneamente tentava pegar a arma que ele tinha em suas mãos. Logo em seguida dava alguns passos para trás para afastar dos dois homens e Aguardou pacientemente a ação inimiga.

Miles Teller
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Rank: F
Tipo de Dano: Cortante/Perfurante.

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15 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Out 02, 2015 7:37 pm

Gol D. Roger

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A cena se desenvolvia de uma forma peculiar do lado de fora da taverna. O sol já ia alto, um pouco mais, deveria alcançar o meio dia. Uma hora; duas talvez, até que isso acontecesse. Irrelevante. A dupla perseguição seguia.

Como preconizado por Jax, de fato ambos os homens que o seguiam notaram quando este os viu com um breve relance de olhar. Pelo jeito aquela caçada não seria tão prática e banal quanto pretendida. Invés disso, a dupla poderia ter infortúnios para capturar sua presa.

Um deles, nervoso por terem sido tão pateticamente descobertos, chegou a elevar sua pistola, fazendo mira na nuca do rapaz que seguia despreocupado adiante, sendo imediatamente parado por seu comparsa. Não seria bom ter a deflagração de uma arma de fogo numa cidade como aquele, tão pequena e cheia de pessoas. Que se aproximassem mais do beco antes de agir.

Um jogo de gato e rato se formou. A frente, um homem bêbado sem a menor noção do que estava acontecendo, caminhava em direção a uma iminente armadilha. Atrás dele, um perseguidor sedento do bem que ele carregava, preenchido por malícia contra o pobre desafortunado. Seguindo este, dois homens armados que sabiam que seu alvo já estava ciente de sua presença, mas que apostavam na vantagem de suas pistolas e da superioridade numérica para obterem a vitória.

E, permeando tudo isso, estava Miles. O rapaz parecia um pouco indeciso sobre o que fazer frente aos sinais que seu irmão discretamente lhe enviara, atendo-se apenas a seguir a dupla de uma distância relativamente segura. Sem muita certeza ainda sobre que atitudes tomar.

Para quem quer que observasse as cenas de fora - caso alguém se desse tal trabalho - veria uma estranha perseguição entre cinco elementos, em que a maioria deles se quer sabia o que estava realmente fazendo. Aquilo certamente não terminaria bem. Que os deuses ajudassem que, pelo menos, as coisas acontecessem de forma discreta. Seria a ruína dos planos de Jakson se o quartel da ilha resolvesse interferir.

E então, como um pavio que chega ao fim, finalmente o estopim foi acionado.

Muito embora Jax cuidasse pelo reflexo de seus óculos a aproximação de seus adversários, não podia ter real noção da proximidade daqueles. Enquanto avançava, seus perseguidores aumentavam cada vez mais o passo, de modo que quando finalmente chegaram a altura do beco, a distância que o separava dos dois perseguidores era de menos de vinte metros.

Tão logo o Teller mais velho se atirou sobre sua presa, os dois perseguidores deflagaram suas pistolas e correram a seu encontro, recarregando suas armas. O garoto era rápido, mas ao começar seus movimentos com um "abraço" sobre seu adversário o havia deixado próximo demais da trajetória original dos tiros, e era muito provável que algum daqueles projéteis o pegasse de raspão.

Não obstante, sua presa se quer soube o que lhe atingiu. Foi nocauteado e derrotado quase que sumariamente pelos ataques de Jax. Mas tão logo ele foi capaz de roubar as armas de seu alvo, os dois outros perseguidores surgiam a sua frente, pistolas apontadas. Um impasse estaria formado. Estaria.

Enquanto toda a ação ocorria, Miles acaba por se precipitar. Na ânsia de alcançar seu irmão, o garoto subitamente apressa seu passo, emitindo um ruído que instantaneamente alertou um dos perseguidores, que prontamente se virou para um rapaz que apressadamente sacava sua espada. Num ato de puro reflexo, o primeiro homem que se virava deflagraria sua pistola contra o peito do garoto.

A atual situação era esta. Três tiros disparados. Correria pelas ruas. Jax e um dos perseguidores parados com pistolas apontadas um para o peito do outro a uma distância mínima de poucos metros - talvez dez - e o outro bandido disparando a queima-roupa contra Miles, que chegara de forma descuidada...

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16 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Out 02, 2015 8:24 pm

#006 - Explosão.


A abordagem era feita de maneira tranquila, ainda mais que o esperado. Sem nem mesmo reagir, o bêbado fora nocauteado sem saber o que lhe atingiu, praticamente. Embora sob efeitos da bebida, era de se esperar algum desafio maior para o aspirante a caçador, que embora conhecedor de vários estilos de combates e suas variações, nunca teve experiências reais, a não ser treinamentos. Estava contente com seu sucesso, mas sua preocupação com o que estava por vir era enorme: e esta preocupação tinha razão, porque naquele mesmo instante, algo inesperado acontecia.

Seu coração disparava como louco. Nunca que em toda sua vida a morte esteve tão próxima de Jackson como estava naquele momento. Uma pistola estava apontada para si, no que parecia ser na altura do peito. A única coisa que evitava daquele gatilho ser apertado e a bala perfurá-lo era que ao mesmo tempo que estava sob a mira daquele homem, o homem também estava sob sua mira. Era um levantar uma ação suspeita que logo ambos trocariam tiros e possivelmente cairiam mortos ao chão.

O pior para Jax não era estar correndo perigo, mas sim o seu irmão estar correndo tanto perigo quando ele. O seu oponente estava acompanhado, e da maneira que virava para o lado - direção de onde Jax veio, caminhando do bar - estava óbvio que era para deter alguma ameaça. Sua visão estava limitada pelas paredes do beco, que embora nada estreito, não era o suficiente para ter uma ampla visão. Aquilo causava pânico, um medo que não sabia explicar. Embora não quisesse demonstrar, não conseguia, sendo perceptível simplesmente no modo que passara a soar. Seu oponente estaria pensando que talvez era até mesmo o medo da morte.

- Hey, hey, hey. O que vai ganhar matando alguém sem valor como eu? - sua fala saia falhada. Não conseguia formar as palavras de maneira correta, e embora seu objetivo fosse atrapalhar o oponente psicologicamente, estava demasiado atrapalhado em seu próprio consciente. Tentava se recuperar, mas nada adiantava. Sua única ação consciente que pudera fazer naquela situação era de arrumar a posição de seus pés, para melhor arrancar, mas depois daquilo...

Explodiu! Agindo quase que de forma inconsciente, sem pensar nas consequências, largou sua pistola e partiu para cima de seu oponente. Era claro que não era estúpido o suficiente para correr em linha reta, mesmo sofre grandes efeitos psicológicos, iniciando uma grande corrida diagonal que quicava de parede para parede - as usando para mudar seu rumo bruscamente, já que o espaço mesmo sendo grande, não permitia curvas abertas - numa velocidade que atingia incríveis quarenta e nove metros por segundo.

Se Jackson Teller tinha algo a se orgulhar, era sua velocidade. Caso este fosse seu desejo, teria chance de se tornar um famoso velocista. Nunca houve treinos para isso, seu corpo simplesmente parecia uma máquina com uma aerodinâmica formidável. Seria mais do que o necessário para que o homem não pudesse acompanhá-lo com sua mira, talvez nem mesmo com os olhos. E aquela explosão seria o suficiente para avançar antes mesmo que os tiros fossem disparados, talvez até mesmo sendo disparados atrasados e cortando o vento.

Não tendo uma força tão formidável quanto a velocidade, usaria o que tinha a seu favor quando estivesse próximo o suficiente de seu alvo, caso conseguisse fazer tal proeza sã e salvo. Com toda aquela velocidade, fecharia o punho de sua mão direita e com ele fechado, tentaria atingir de uma forma impactante a testa do alvo. Não só causar impacto ao acertá-lo, como empurrar sua cabeça para baixo de uma maneira brusca, tentando derrubar o cara na mesma hora, com sua cabeça se chocando contra o chão da maneira mais agressiva possível.

Talvez teria sucesso, talvez não. Não sabia as habilidades que o seu oponente tinha, mas estava confiante de seu sucesso - mesmo que apenas nos momentos que pôde raciocinar com total clareza. Independente do fim que aquilo teria, com seu alvo ainda consciente ou não, se viraria para a direita, onde supostamente estaria o segundo homem e seu irmão mais novo. Pouco se importava para sua guarda baixa, apenas se importava em saber a situação atual de seu irmão, e o resto seria resolvido depois.

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17 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Seg Out 05, 2015 10:55 pm

#Ataque de leve

Graças a uma falha própria, Miles acabou que se dando mal. Emitia um ruído, alto o suficiente para que os homens parassem de dar atenção para seu irmão mais velho por um pequeno instante e olhar para si. Quando Miles observou um deles virando para si, simplesmente tentou antecipar a ação inimiga e se jogou para o lado, tentando rolar pelo chão, com cuidado já que estava manipulando sua espada. A antecipação se dava porque era do conhecimento de Miles o homem armado, com uma pistola que já estava carregada e pronta para atirar. Não queria se manter num trajeto reto, ficando vulnerável  contra disparos que poderiam ser fatais, ainda mas naquela distância.

Ficando fora da reta do homem, era de se esperar que ele pudesse procurar novamente uma mira, então contou que a sua mudança súbita no trajeto acabasse por atrasá-lo um pouco, e quando se recompôs de pé, começou a correr em sua velocidade máxima mas movimentando-se para os lados, como se estivesse pulando de um canto para o outro, ao invés de simplesmente correndo para o seu inimigo, também alternando o lado para onde pulava - direito ou esquerdo - não mantendo uma ordem.

Esperaria se aproximar sem nenhuma dificuldade, então aproveitaria um daqueles saltos para impulsionar-se de uma maneira surpresa para cima do homem, com apenas a ponta da lâmina virada ao homem, de modo que pudesse ser usada para perfurar, e não para cortar. Sua intenção era de usar todo o impulso para fincar a espada na região do tórax do oponente. Caso o golpe passasse no ar, acompanharia o oponente com a lâmina: se desviado para trás, se impulsionaria novamente e tentaria outro corte, e se desviado para os lados, abandonaria a perfuração e tentaria um corte.

Ao final de suas ações - ou tentativas delas - tentaria se reposicionar no local de uma forma que pudesse abranger todo o campo de ação, no objetivo de ficar ciente de tudo aquilo que acontecia. Se preocupava com a condição de seu irmão, e sentia-se desconfortável sem saber o que acontecia. Mas o importante é que acreditava no enorme potencial de Jackson, e sabia que ele superaria qualquer problema.

Se lembrava também de que precisava voltar para sua casa. Seu motivo, no momento, não seria explicado nem para seu irmão mais velho, que só seria alertado de que ele precisava fazer aquilo. O local de reencontro seria no porto, mas apenas no dia seguinte. Miles teria que, por hora, abandonar a aventura.

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18 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Ter Out 06, 2015 10:02 am

Gol D. Roger

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A balburdia no beco explodiu. Mesmo ferido por uma bala que rasgara a pele um pouco acima do ombro - um ferimento superficial, sem grande gravidade - Jax encontrava-se faminto por caos. Mesmo tomado por um distinto pavor frente a real ameaça a sua vida e a vida de seu irmão caçula, de alguma forma, ele encontrou o guerreiro que vivia dentro de si.

Impulsionado por uma onda de ódio e de, talvez, até mesmo medo, o rapaz simplesmente saltou para uma das paredes. Aquilo pegou seu oponente completamente desprevenido; o homem que já se julgava vencedor daquele impasse, por conta do aparente abalo psicológico do Teller mais velho, deparava-se agora com uma repentina mudança de conduta, de um homem que subitamente saía de sua mira. Seu mísero instante de desatenção o impediu de balear o aspirante a caçador por centímetros. Sua mão não conseguiu fazer com que a mira acompanhasse Jakson.

Ele bem que tentou. Chegou até mesmo a dar um disparo em pleno vento, enquanto o jovem zigue-zagueava de parede em parede. Mas de nada aquilo lhe serviu. Como que de repente, um potente soco vindo de cima para baixo do atingiu na testa, escorregando por ela e esmagando seu nariz. Embora a pancada não tenha tido força suficiente para jogá-lo ao chão, o empurrou bons passos para trás, atordoado com o que acabara de acontecer.

Ao mesmo tempo, seu companheiro era rasgado pela espada do Teller mais velho, caindo em uma poça de seu próprio sangue. Estranhamente, o garoto deixou o local logo em seguida, correndo às pressas de volta a casa. Aquilo provavelmente assustaria Jax, que quando se virara para procurar Miles, apenas vira o segundo bandido caindo, enquanto o irmão corria rua acima novamente.

Mas seu adversário ainda não estava derrotado, e o momento de desatenção de Jakson foi tempo bastante para que o outro agisse. Sem se preocupar em recarregar a pistola, o homem simplesmente plantou um chute com a sola do pé contra as costelas do garoto, arremessando-o contra uma das paredes do beco...

Aquela luta ainda perduraria até terminar.

=======

Miles Teller removido da aventura por motivos de falha em seu teclado e falta de tempo para postar. Gratificação: 50 pontos de experiência, por ter participado de boa parte


Resultados para Jakson
- 10 HP por conta do tiro de raspão não evitado no post anterior.
-20 de HP pelo chute em suas costelas enquanto a guarda estava aberta.

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19 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Ter Out 06, 2015 2:46 pm

#007 - Desaparecimento;


Uma ação totalmente inesperada do próprio Jax, sem quase nenhum fundamento estratégico e realizada por puro instinto fora capaz de mantê-lo seguro de dois disparos, que passavam rasgando o vento numa velocidade tão alta que mal podiam ser vistos, se chocando contra a parede que indicava o final do beco. Era por ter aqueles disparos tão mortíferos e poderosos que Jackson queria ter uma pistola consigo, mas ver uma sendo usada contra si era algo que incitava um sentimento de medo. Se tivesse avançado para seu oponente de uma forma totalmente consciente, na mira de uma arma e preocupado com seu irmão, não conseguiria nem completar sua ação.

O golpe não tivera o efeito desejado. Era para acertá-lo de cima para baixo, forçando-o para baixo e fazendo com que sua cabeça se chocasse contra o chão, mas a única coisa que ali acontecia era que ele recuava alguns passos para trás para conseguir manter o seu equilíbrio, ou realmente cairia. O homem estava de certa forma um pouco atordoado, mas visivelmente ainda serviria para dar trabalho para Jax. E realmente, acabou dando.

Num rápido momento, Jax fitou seu irmão e a única coisa que podia ver era ele correndo. Fora também neste momento que pôde redobrar a sua plena consciência, ficando um tanto confuso quanto o que estava acontecendo ali. Se sentiu mais confortável vendo Miles em segurança, e por mais que aquela sua ação era no mínimo bizarra, sabia que ele não corria perigo de vida como anteriormente. Até mesmo se orgulhava vendo aquele corpo ao chão numa enorme poça de sangue, que saía da região do tórax, onde se encontrava um enorme furo. Sabia que era seu irmão o responsável por aquilo, e vê-lo saber se virar era algo prazeroso.

O único problema era que, naquele seu momento de distração, acabava levando um chute nas costas. Era forte o suficiente para que fosse jogado para uma das paredes do beco, e se não tivesse usado a palma de suas duas mãos para reduzir um possível impacto, que lhe prejudicaria ainda mais. Ele sentia na região atingida uma certa dor, e esperava terminar aquilo logo para que isto não o incomodasse mais. Era uma pena que seu irmão já não estava ali, porque como médico, ele daria um jeito naquilo rapidinho.

Não esperou nem um instante sequer, e empurrou seu corpo contra a parede com o auxílio das mãos, rodando seu corpo e partindo de volta para o seu inimigo. Sua velocidade não estaria tão alta como antes, porque naquela curta distância que tinha que percorrer, queria fazer um percurso em velocidade média. Tudo porque ao chegar perto o suficiente, caso conseguisse, usaria sua velocidade máxima para tentar uma sequência de três socos no peito de seu adversário, atacando de esquerda, esquerda e direita, para tentar finalizar.

- Tive meu momento de fraqueza, mas esta luta... É minha!

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20 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qua Out 07, 2015 7:58 am

Gol D. Roger

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O combate seguia em ritmo atroz no interior do beco. Uma luta que já começava a chamar a atenção por si só enquanto a manhã terminava. Ao longe, vindos das ruas e até mesmo alguns do Linha & Anzol, curiosos se assustavam com a cena de dois homens caídos, um na poça de seu próprio sangue, e outros dois contendentes ainda em uma luta. Jax fora atordoado pelo chute em suas costas.

A dor talvez tenha-o deixado confuso, de modo que seu ataque seguinte fora, no mínimo, previsível. Mas seu adversário também encontrava-se eu maus lençóis. Se o Teller havia aberto sua guarda por pura confusão ao notar que o irmão havia deixado o campo de batalha, tal não foi a surpresa quando o homem que tentava tirar sua vida a ponta-pés - literalmente - enxergava o companheiro moribundo ao chão, murmurando e gemendo em seus últimos momentos enquanto continuava a aumentar a mancha vermelha no chão de Shells Town.

Aquele pequeno segundo de espanto lhe rendeu um impacto fulminante no peito. O atordoamento por ter sido tão repentinamente golpeado por um homem que ele recém havia enviado a parede com um soco era assustador. Um segundo impacto, imediatamente após o primeiro abalaria ainda mais seu equilíbrio, enchendo-o de dor e nublando sua visão. Apenas um reflexo milagroso o permitiu bloquear o terceiro golpe, aparando-o com uma das mãos e reduzindo seu impacto. Talvez Jakson pudesse ter se saído melhor com uma sequência menos óbvia de movimentos.

Mas aquilo fora o bastante para, pelo menos, impedir seu adversário de revidar imediatamente. O homem cambaleou alguns passos para trás, respirando de forma ofegante e rasgada por fortes haustos enquanto tentava achar o ar em seu peito machucado.

- Heheh... A batalha pode ser sua, rapaz. Mas a guerra será minha...

Enquanto ofegava estas palavras, apoiado na parede oposta do beco, Jax pode ver, descendo a rua, um grande grupo de outras pessoas vindas da taverna. Eram uma composição de homens que ele julgara ser trabalhadores do porto e alguns dos ocupantes do balcão. A frente deles, um rapaz que o garoto lembrava de ter cruzado por na rua, enquanto perseguia o homem bêbado de quem roubara a pistola, e a quem não tivera dado grande importância.

Agora, ao que parecia, um bando inteiro de homens armados e ensandecidos pela bebida descia na direção do beco, tendo uma clara visão da silhueta dos dois homens que lutavam, emoldurada contra sua entrada. O garoto tinha duas opções: Esperar por ali, e lutar onde o espaço poderia, talvez, lhe ser favorável. Ou correr pelo único caminho que lhe restara não bloqueado pelos atacantes: A direção do porto.

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21 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qua Out 07, 2015 6:02 pm

#008 - Partiu.

Sua combinação de golpes não era suficiente para derrubar, por uma segunda vez, o homem com quem lutara. Era uma sequência um tanto óbvia, e no terceiro golpe, o suposto pirata pôde prevê-lo e defendê-lo. Felizmente ele não estava em perfeito estado para revidar, já que um contra-ataque poderia ser um grande perigo para Jackson, que aproveitou o momento e se apoiou novamente naquela parede que havia sido jogado anteriormente, porque pretendia usar ela como impulso para sua nova investida. Mas mesmo que a situação estivesse agradável, uma reviravolta ocorria.

Vendo descer a rua - agora não deixando a sua guarda de lado, preparado para golpes futuros - estava um bando de homens, provavelmente uma tripulação, e podia lembrar de alguns rostos. Todos estavam ali no bar, o que significa um mal sinal. Se deu conta de que a situação havia ficado péssima para seu lado quando o homem com quem lutava respondia-o de maneira provocativa, e se arrependeu de ter dito aquilo. Agradecia que seu irmão já não estava mais ali presente, e parou para pensar em suas possibilidades.

Era como se o tempo tivesse congelado. No consciente de Jax, uma imagem de sua situação atual se formava: a arma que tanto quisera roubar ainda estava no beco, que não tinha nenhuma rota de fuga, como a possibilidade de subir e escapar por telhados. Foi ai que se lembrou do segundo homem armado, do qual Miles havia dado conta. Ele também portava uma arma de fogo, que havia próximo de si, já que a arma havia caído provavelmente quando Miles o atingiu. Descendo a rua de maneira feroz, algo que julgava ser uma tripulação, mas independente do que fosse, era número de mais para que Jax pudesse deter. E eles eram responsáveis por bloquear uma das possíveis rotas de fuga, restando então, apenas o porto.

Se impulsionaria para a direção da arma, virando seus pés de lado para tentar arrasta-los por uma distância curta, enquanto flexionava seus joelhos para que pudesse alcançar a arma de fogo ali no chão. Cogitou a possibilidade de apanhar a que estava no beco, mas só de ouvir aquela pequena multidão descendo, rapidamente mudava de ideia. Caso com a arma em mãos, arriscaria que ela ainda teria mais uma bala em seu pente e tentaria de forma rápida e precisa disparar no homem com quem lutava, na intenção de tirá-lo de seu caminho, não sendo nada legal ter um obstáculo. Caso atingisse, ótimo, caso não, fazer o que?

"Um dia eu ainda me vingarei de vocês" - pensava enquanto tentava lembrar de cada rosto, e saía em disparada pelo seu único caminho de fuga, em sua velocidade máxima de quarenta e nove metros por segundo, rápido o suficiente para que ninguém o alcançasse. Em todo caso, evitaria correr em linha reta e muito menos por uma única rua, buscando entrar em curvas o quanto antes, para poder sumir da visão daqueles homens. Tinha em mente que eles o seguiriam, mas não era bom ficar propenso a algumas balas no meio da cuca.

Seu único objetivo se tornava ir para o porto. Lá, procuraria alguma embarcação que estivesse livre. Usaria quem estivesse de passagem no local para se esconder, se misturando diante da multidão enquanto ela ainda estivesse presente, já que o homem ousaria procurar em áreas mais isoladas, onde normalmente estavam as embarcações piratas. Seu foco era encontrar a embarcação, especificamente, daqueles que o seguiam. Era a maneira mais fácil que pensava de sacanear aqueles que o seguiam, e mais provável de sair ileso, já que em mar, ninguém o buscaria. Seu irmão, bem... Ainda se encontrariam. Miles sabia perfeitamente qual eram os planos que Jax tinha para explorar o East Blue, e estaria ciente de para onde o aspirante a caçador iria.

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22 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qui Out 08, 2015 1:25 pm

Gol D. Roger

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Um novo disparo foi efetuado. Era um dia bem movimentado em Shells Town, não demoraria par que marinheiros se juntassem a perseguição. Três corpos jaziam no beco. Um desacordado, um morto, e outro ferido com uma bala no ventre - o disparo de Jax não saíra com a melhor das qualidades, por conta de sua pressa e pouca perícia com a arma.

O garoto correu pelas ruas e becos da cidade em debandada. Podia escutar ao longe os sons dos homens que o perseguiam. Mesmo que não fossem capazes de alcançá-lo, não o haviam perdido totalmente de vista, tendo dividido o grupo para seguir por todas as ruas que levariam ao cais do porto. No entanto, devido a velocidade prodigiosa do jovem, nenhum disparo chegou a ser efetuado, pois era absolutamente impossível fazer mira sem perder o Teller de vista.

Não foram precisos mais do que dois minutos de correria para que ele se aproximasse do cais onde uma embarcação suspeita estava atracada. Consideravelmente distante das demais, uma estranha caravela balançava nas ondas. Sua figura de proa era recortada no formato de um coração - e não apenas ela, toda a embarcação parecia ter o mesmo formato romântico. Provavelmente, não pertencia ao bando que o perseguia, mas seus donos também aparentavam tê-la deixado desprotegida. No que dizia respeito a outros navios, todos estavam bastante bem guardados, com mais de um homem visível no convés. Esta embarcação, apenas uma pessoa encontrava-se deitada numa espreguiçadeira, aparentemente dormindo a sono pesado...

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Imagem do Navio

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23 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Qui Out 08, 2015 11:02 pm

#009 - Mar, querido mar.

Jackson tentou e tentou procurar algum navio de aparência mais decente do que aquela, mas na hora da adrenalina e pressa, acabou tendo que aceitar. O navio no qual agora estava tentando entrar com passos silenciosos possuía o estúpido formato de um coração, algo que não alegrava muito o rapaz. E não era só isso, uma vez que o navio rosa estampava corações vermelhos em seu casco, e na única vela da caravela. Pensou no seu enorme gasto em tintas, caso quisesse tomar posse daquela embarcação para si, porque não aguentaria aquela decoração, no mínimo, ridícula. Na parte traseira do convés, tinha até uma mesa com algumas cadeiras que possivelmente era destinada a "hora do chá".

"Isto é uma embarcação de feministas que buscam igualdade ao mar, ou de alguns okamas bem exibidos" - pensava consigo mesmo, olhando escorado no corrimão o porto, certificando-se de que ninguém fora capaz de persegui-lo até ali. Estava feliz por estar finalmente sozinho, ou era ao menos o que estava imaginando...

Se dirigia até a sala de comando da embarcação, quando notava um ronco vindo de um dos cômodos da embarcação. Por instinto, entrava numa posição de combate e olhava para os lados de uma maneira aparentemente desesperada, mas se deu conta de que mais ninguém estava ali, e se estivesse, estaria num sono tão profundo quanto o responsável pelos roncos. Pensou em dar fim aquele sujeito, mas estava ciente que ainda corria risco de ser descoberto, porque da mesma forma que ele havia achado a embarcação, muitos outros também poderiam achar. Rapidamente, ergueu a âncora e usou seu conhecimento básico de navegação para levar o navio rumo o mar, na direção da ilha que desejava explorar - anteriormente, já havia ficado ciente a sua localização.

Quando pudesse ter certeza de que estaria seguro, ao menos de ameaças que vinham de fora do navio, buscou explorar a embarcação que agora, já chamava de sua. Através dos roncos, sabia qual a sala utilizada para o cochilo, e queria ter certeza de que nenhum outro tripulante lhe surpreenderia, assim que desejasse fazer algo a respeito do sujeito. O que aquele barco teria de útil, o que ele estocava, e até mesmo fazendo alguma pausa para o lanche, se possível, para recuperar sua energia gasta durante o tempo passo na ilha. A julgar pelo sol, já fazia um belo tempo que havia saído de sua casa, e a fome começava a se pronunciar. Só ai, então, que iria para o dormitório e veria o que teria que encarar...
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24 Re: [Role-play] Saindo de uma vida pacata; em Sex Out 09, 2015 11:22 am

Gol D. Roger

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Finalmente o jovem terminava sua corrida desesperada. Havia deixado seus perseguidores suficientemente para trás, e encontrava-se agora possuidor de uma caravela, no mínimo, singular. Fez dela o melhor uso que pode, correndo para livrá-la das amarras que a prendiam ao cais e erguer âncora para singrar os mares na direção de onde quer que fosse, enfunando a vela um tanto quanto espalhafatosa com um bom vento favorável.

Zarpou antes que seus perseguidores alcançassem o porto, sendo muito feliz nisto, pois agora não saberiam em que navio o rapaz havia embarcado. Mas, como esperado, havia alguém protegendo a embarcação... Ou, pelo menos, quem deveria estar fazendo isto. Deitada, numa espreguiçadeira no porão do navio, uma esbelta madame roncava prodigiosamente. Aparentemente julgara que seria seguro o porto de uma ilha como aquela, onde até mesmo um quartel da marinha se encontrava, estando plenamente relaxada.

Era ela uma bela garota de cabelos e vestes rosas. Usando um óculos que lhe escapara da face e estava equilibrado de alguma forma estranha na ponta de seu nariz, tremendo perigosamente a cada ronco. Era uma mulher realmente linda, aparentando ter alguma coisa entre dezessete e vinte e um anos, não sabendo Jax ao certo quanto de idade precisar. Próximo dela, naquele mesmo porão, algumas caixas continham alimentos não perecíveis, que poderiam ser preparados na cozinha...

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Imagem da Garota

Este Role Play está finalizado. Sua aventura seguirá no próximo Role Play e deverá conter um link fazendo referência a este, começar exatamente no ponto em que este parou e ter o mesmo título deste tópico (exceto por um índice "2"- caso não tenha lido isto nas regras de postagem.

Status do Playr:
Dano de 30 pontos no HP, ainda não regenerados. - 30 pontos em Stamina devido a turnos de luta.

Este [Role Play] foi finalizado. Não houveram refeições feitas neste [Role Play] - A 1 [Role Play] sem comer. - Recompensas serão dadas no final da aventura.

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