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One Piece RPG

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[Role Play] Aventura: Em busca de Liberdade, lançando-se ao mar! - Part 2

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É aqui que minha grande aparição ganha direito a título -q
The beginning of the golden age - First Act

 Cocoyashi não era ao todo muito interessante, cidade pequena e pacata do tipo que não te promete mais do que uma vida miserável e limitada como um pássaro enjaulado a mesmice... Reza a lenda que a "rotina" é a arqui-inimiga de qualquer homem que tenha amor a vida, e é claro, minha também... Não haveria desembarcado ali se não fosse de extrema necessidade. O barco onde viera como inquilina havia sido saqueado bem próximo a praia, e escapuli a tempo de me privar do perigo de vir a perder meus poucos pertences. Sem sítios arqueológicos, construções históricas ou mesmo míseras ruínas, Cocoyashi não era mais do que uma grande chateação e perda de tempo, para não lamentar o sol escaldante e os zumbis que se auto denominavam "cidadãos" vagando pelas ruelas de terra. Talvez pudesse estuda-los caso um deles decidisse enfim se entregar a decomposição iminente. Não pude deixar escapulir uma risada baixa fruto da minha própria piada enquanto percorria meu trajeto sempre em frente, minha prioridade agora era o meio de transporte mais rápido para poder me afastar o quanto antes daquela ilha decrépita impedindo que meu cérebro começasse a metamorfose para gelatina.

 No entanto o mormaço causado pelo calor escaldante se fazia cada vez mais presente, tornando inevitável mais um intervalo indesejado na minha contínua viajem, se bem que ingerir algum alimento e álcool nunca era de todo uma má ideia. De qualquer forma eu nem mesmo sabia para onde seguir quando conseguisse meu transporte... Era como navegar em círculos, eu nunca achava mais do que velharias sem valor e lixo enterrado por ai, e mesmo as cidades as quais havia visitado nos últimos anos não me presentearam com nenhuma grande experiência, aventura ou achado importante, nem mesmo a cultura era interessante, Deuses! O que uma mulher precisava fazer para conseguir alguma diversão? Mamãe sempre dizia que... " Se tudo o que você enxerga e poeira e areia, talvez esteja procurando no lugar errado!", e cada vez sentia maior necessidade de ir mais além. Porém mesmo com as façanhas e golpes que me permitiam viajar de graça, o oceano além do East Blue era um lugar muito perigoso para se explorar sozinha, nem mesmo mamãe havia se atrevido a pisar lá. Várias vezes chegaram aos meus ouvidos velhas histórias de grandes bandos de piratas que haviam partido em busca ao desconhecido, se aventurado na dimensão alternativa que era o lugar conhecido como "Grand Line", e nunca mais foram vistos. Monstros, pessoas extremamente poderosas, ilhas misteriosas, armadilhas naturais, clima instável, e situações que mais pareciam ter sido retiradas de sonhos mirabolantes da cabeça de alguma criança faziam parte apenas de uma pequena parcela das coisas que se ouviam sobre aquele lugar. Apesar de tudo meu coração batia mais forte com a promessa de ousar me aventurar por aquelas águas algum dia, não me importaria de morrer assim, seria um final digno.

 Sacudi levemente a cabeça buscando me livrar de meus devaneios momentâneos e voltando minha atenção para a rua e o comércio ao meu redor, deixei que meus olhos pousassem preguiçosamente sobre uma velha estalagem que havia por ali. Aquele com certeza não era o lugar mais "glamoroso" o qual eu já havia frequentado, mas parecia ser o cinco estrelas da "aldeia", e simplesmente grata por ter encontrado-o rapidamente adentrei de uma só vez, me dirigindo ao balcão a passos firmes e calmos, ignorando a pouca iluminação e os súbitos olhares voltados para mim com expressão séria e atenção totalmente focada no homem que seria o barman. Me apoiei folgadamente na bancada velha recebendo um rangido profundo da madeira como resposta, e entrelacei os dedos de ambas as mãos fazendo minha melhor cara de boa moça enquanto me dirigia ao homem atrás do balcão com voz firme e simpática, esboçando um meio sorriso entediado. Planejava passar algum tempo ali enquanto aguardava o sol se abrandar, afinal eu não conseguiria nada "way for free" em plena luz do dia, quer dizer ao menos por bem, e como uma boa ladra confrontos sangrentos não faziam parte dos meus planos, embora estivesse pronta para lidar com eles caso necessário. Nada, absolutamente nada poderia contra a minha determinação.

- Hey companheiro, me traga qualquer coisa com álcool e algo para comer por favor, sim?

Objetivos e notas

- Esperando por interação {Tiger D. Wax, Yoshiko Takigawa}
- Encontrar com ambos os players citados acima para continuação de uma aventura
- Roubar alguma embarcação (Navio, barco, canoa, bote salva-vidas, jangada do cruzoé...)
- Deixar a ilha com ambos os acusados
- Me tornar rei dos piratas -q

Status - Hator Riviere
Hp: 200
Stamina: 240

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The Begining...
Já era quase meio dia, a brisa suave e refrescante soprava pelo porto, onde diversas pessoas estavam presentes - tanto trabalhadores quanto civis. O som das águas junto ao canto dos pássaros que ocasionalmente voavam por alí tornavam o ambiente extremamente sereno e pacífico. Sentado no pier, permaneço observando o horizonte em meio a imencidão azul do mar, perdido em meus devaneios. Por mais que gostasse da liberdade e da minha nova vida, não posso negar que sinto falta de casa, do meu pai. O que será que ele está fazendo agora?

Um sorriso bobo se formou em meus lábios no momento em que algumas lembranças invadem minha mente, lembranças estas de minha infância, quando meu pai e eu passeávamos no no bosque do nosso vilarejo aos fins de semana. Chegava a ser nostálgico. Calmamente me levanto, mas ainda permaneço fitando o horizento, fechando brevemente os olhos ao inalar o aroma marinho trazido pelo vento.  Volto a abrir os olhos e ouço minha barriga roncar, pedindo por comida. Só então percebo que eu estava faminto, uma vez que não havia jantado no dia anterior, apenas comido algumas coisinhas durante a tarde. Com isso em mente, dou as costas para o mar e sigo na direção de uma estalagem, na qual venho me alimentado desde que cheguei aqui - a cerca de dois dias.

Caminho em passos calmos e ritmados por entre as ruelas do vilarejo, com o qual ainda não estou muito familiarizado. O calor havia se intensificado e com o tempo minha boca e garganta acabam secando, provocando-me sede. Apresso sutilmente o passo até enfim chegar na tal estalagem. Atravesso sua porta e corro rapidamente os olhos pelas pessoas presentes, fitando brevemente seus rostos antes de seguir até o balcão. - Um pouco de água, por favor... - Peço, com um tom baixo conforme me sentava ao lado de uma garota com belos cabelos dourados presos em uma trança. Então minha barriga ronca uma outra vez. - E algo para comer. - Completo, um tanto constrangido com a situação.

Enquanto aguardava, uma leve dor de cabeça se inicia, fazendo minha cabeça latejar vez ou outra. "Esse calor ainda me mata..." Comento em pensamento, apoiando os cotovelos sobre o balcão e posteriormente a cabeça entre as mãos, com os olhos fechados.

Objetivos
• Me encontrar com Tiger D. Wax e Hator Riviere;
• Roubar alguns condimentos e temperos diversos;
• Talvez treinar o Edc e/ou o Ofício;

Status - Yoshino Takigawa
HP: 200
Stamina: 200
Arma:

Nome: Eye of The Beholder.
Descrição: Um arco de prata que no total mede 110 centímetros de comprimento, sendo 50 cada limbo e 10 a empunhadura entre eles. É resistente o suficiente para suportar o contato contra  outras armas, além de suas extremidades serem pontiagudas e extremamente afiadas; servindo assim para perfurações.
Já as flechas são simples, compostas predominantemente de madeira com algumas penas atrás de si, suas respectivas pontas são em metal e têm um design personalizado. Tais flechas ficam dentro de uma aljava presa ao cinto de Yoshino, geralmente localizada na parte traseira da cintura do garoto.
Rank: F
Dano: 70
Velocidade: 190 m/s
Make your Future....

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Saciar a fome. Está era uma sensação realmente muito bem-vinda depois daquela longa manhã. Decidindo por começar primeiro pelo peixe, o garoto se deliciava a cada mordida. O prazer de comer era tamanho, que o rapaz nem mesmo se importou em comer de pressa como a gula lhe sugeria que fizesse. Verdade seja dita, aquela era a melhor refeição que fazia em três longos anos.

Bem, é claro que comparar a comida de um restaurante, por mais simples e humilde que fosse, com as carnes duras e mal assadas de caça selvagem que ele havia se acostumado a comer junto a Bukan, não era exatamente uma competição justa; mas mesmo assim, um contraste válido. Após alguns pedaços e bons goles de água, o rapaz parou para olhar.

A estalagem parecia estar bem vazia; possivelmente ainda era muito cedo para o horário de almoço, e nenhuma face interessante pode ser vista por ali. Ele tornou ao balcão no momento em que lhe entregavam uma bela porção de carne de cordeiro. O cheiro era simplesmente avassalador. Tão saboroso e profundo, que o jovem delinquente só foi se dar conta que uma jovem havia sentado a seu lado depois que o mesmo garçom lhe servia um copo de algo que parecia ser alcoólico. Era ela uma garota loira e, de certa forma, bela, com um óculos quadrado ameaçando chegar a ponta de seu nariz.

Algo estranho pareceu se remexer dentro do rapaz. Bem, não seria de se espantar, após três anos em que seu único contato humano era um homem velho e rabugento. A feliz oportunidade de rever alguém do sexo feminino após tanto tempo pareceu encorajar ao rapaz a ideia de puxar papo. Não era algo que fizesse seu feitio, mas talvez uma distração durante o almoço pudesse vir a calhar antes que ele seguisse novamente em busca de uma das embarcações no porto.

- Com licença - diria ao garçom - Eu gostaria da mesma dose que ofereceste à fêmea, por favor - falava aquilo com um tom um tanto quanto travesso, imaginando que o termo animalesco faria a garota se sentir contrariada. Seria um início engraçado de conversa. E, verdade seja dita, o único que ele conseguia se lembrar de saber ter, desde antes dos incidentes de Gosa, mais de seis anos atrás...

Enquanto dizia isso, um novo sujeito entrou também no recinto. De cara, Wax percebeu que ele também havia notado a garota loira, sentando-se prontamente ao lado dela, enquanto pedia uma água e uma refeição.

- Deveria tentar o carneiro assado, este aqui está cheirando muito bem - antes que pudesse se dar conta, o jovem rapaz se dirigia diretamente ao recém chegado, com um certo tom de indignação na voz. Aquilo surpreendeu até a ele mesmo, de modo que arregalou levemente os olhos enrugando a testa, se perguntando o porquê daquilo. Fato é, que passara sua adolescência longe de qualquer tipo de civilização, e agora interações sociais simplesmente pareciam uma certa bagunça.

"Mas o que diabos eu acabei de fazer...? Bem, este certamente vai ser um almoço interessante..."

Vítima de sua precipitação, Tiger antevia uma confusão. Resolveu dar uma dentada em seu carneiro e aguardar pela manifestações de ambos. Estava delicioso, e momentaneamente ele se esqueceu de seu deslize.
=======



Considerações:

Link do Role Play Anterior: [Role Play] Aventura: Em busca de Liberdade, lançando-se ao mar! - Part 1

Como já estava na estalagem, achei por bem narrar que percebi a chegada dos dois, já que era ali que eu estava fazendo minhas refeições.

Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura


Status - Tiger D. Wax
HP: 215/225
Stamina: 200/200
Velocidade: 32m/s

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Silvers Rayleigh

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Game Master (GM)
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Narrador;

O que era para ser um simples almoço, acabou se tornando algo com uma maior animação. Tiger havia ido aquela estalagem apenas para recuperar suas energias gastas, mas um curto tempo depois que entrou, outros dois fregueses também entraram. Não estavam juntos, mas se sentavam próximos, e Tiger tinha a cara de pau de se dirigir a ambos.

Começava por Hator Riviere, uma moça pra lá de atraente. Sua aparência era de encantar muitos, sem um pingo de dúvida, e aparentemente com o jovem que passou anos na selva não era diferente. Mas caso quisesse se sair bem com a moça, acabou começando de uma maneira muito errada, já que dirigiu-se a ela pelo termo "fêmea" - não diretamente a ela, mas de uma maneira que ela ouviria alto e claro. Aquele termo que passava um tanto de machismo não a agradaria. O garçom lhe ofereceu saquê, assim como acabou oferecendo para Tiger, assim que pediu uma bebida igual. A única diferença era que a loira também teria em mãos um pouco de peixe assado para se alimentar.

Em seguida, quem entrava era Yoshino Takiwaga. Um rapaz que se destacava pela sua grande timidez, mas era ousado o suficiente para sentar ao lado daquela loira, que também passava a chamar a atenção do resto do estabelecimento. Uma curiosidade era que um daqueles homens que lá almoçavam estava louco para ir até a moça e perguntar quanto ela cobraria pela hora, porque ela estava o atraindo de maneira excepcional. O garçom havia trazido a água, e quando estava vendo no cardápio um bom prato para o garoto, ouvia a sugestão que o Tiger - garoto cara de pau, não? - lhe dava, de experimentar o carneiro assado, e então levou este prato para ele.

Lá estavam três pessoas desconhecidas interagindo, sem nada em comum - talvez, apenas uma certa opinião de Tiger ser alguém estranho - mas que poderiam juntos alcançar grandes objetivos.

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First act...


O tempo passava devagar enquanto esperava a comida, no balcão eu tinha ampla visão de todo o recinto até as últimas mesas localizadas nos cantos mais escuros do estabelecimento, ou melhor, taberna. Com o rosto apoiado em uma das mãos e o cotovelo na madeira irregular da bancada passeava meus olhos pelas poucas figuras que se encontravam espalhadas pelo lugar, em sua maioria mais zumbis almoçando em silêncio, talvez por ser muito cedo para beber e brigar. A única excessão porém era um jovem aparentemente pouco mais novo do que eu, que comia com velocidade surpreendente, engolindo rapidamente tudo o que estava a sua frente sem nem ao menos olhar para os lados, como um cão esfomeado... Bom, pelo menos alguém parecia estar vivo por ali. Contrastando com o silêncio e as conversas em tons discretos das pessoas que sentavam em grupo, aquele seria o lugar perfeito para uma bebedeira. Amplo, escuro, com muitas mesas e cadeiras que eu até podia imaginar voando sendo atiradas contra homens corpulentos fedendo a álcool, porém se espatifando contra uma outra vítima infeliz no meio do caminho. Continuaria feliz em meu devaneio, porém o homem do outro lado do balcão se aproximou com uma bebida em mãos que eu reconheci como sendo o bom e velho saquê, mudando meu foco do lugar para a bebida subitamente.

Em alto e bom som, explicitamente intencionalmente capturando minha atenção o desconhecido ao meu lado se dirigia educado ao barman, pedindo o mesmo que havia sido servido a mim, usando uma referência pouco agradável como "Fêmea" no momento em que tocava a minha pessoa. Torci o nariz ao ouvir o termo mesmo percebendo que se tratava de uma brincadeira pelo tom de "menino malvado" que havia sido empregado a frase, porém não podia imaginar uma razão plausível para o desconhecido querer chamar a minha atenção. Se aquilo foi a tentativa de uma cantada ele havia falho miseravelmente, porém não seria uma brincadeira boba de um garoto a me tirar do sério, além do mais estava tão cansada da monotonia daquela gente, que conhecer alguém no mínimo "peculiar" não parecia de todo ruim. Inclinei meu rosto levemente na direção do mesmo levantando uma sobrancelha em uma clássica expressão de "Eu lhe conheço?" enquanto avaliava sua fisionomia... Pelas roupas casuais e até um pouco gastas podia julgar ser um sujeito simples, como eu, pele clara, olhos e fios azulados dando-lhe um ar ainda mais jovial se encontravam bagunçados, e um sorriso confiante enfeitava seu rosto indicando seu bom senso de humor, era de fato muito bonito. Por algum motivo o desconhecido-azulado me despertava interesse e simpatia, simplesmente parecia ser alguém que valia a pena conhecer, mas mantive minha expressão séria e curiosa. Embora tentasse pensar em algo, não me vinha a mente nada realmente útil para se dizer a alguém que se referira a minha ilustre pessoa como "fêmea", então simplesmente dei de ombros e levei na esportiva, dando um longo gole na minha bebida e cruzando ambas as pernas sustentando uma aura de serenidade...

- Hum... Você não deve ser o preferido da população feminina deste lugar, estou certa? Esta bem, orgulhe-se de conter alguma vivacidade em si. As pessoas daqui não parecem conhecer o significado disso. A propósito, Hator Riviere. Como se chamaria o Sr.Espécime Macho?

Apesar de manter voz e semblante sérios esperava estar conseguindo passar o mínimo de simpatia para com o jovem, antes de me voltar alegremente para a bancada a minha frente assistindo um belo salmão ser servido pelo barman, cheirando tão deliciosamente quanto sua aparência sugeria. Calma e educada porém sorrindo satisfeita, dei início a minha refeição cortando pedaços pequenos e tomando o cuidado de mastiga-los de boca fechada apesar de continuar sorrindo. O leve fechar das minhas pálpebras acompanhado de um suspiro era minha forma de expressar o meu deleite com o almoço, visto que peixe era um dos meus pratos favoritos. Apesar de comer concentrada no delicioso sabor, não deixei de prestar atenção ao que acontecia a minha volta, assistindo mais um menino se aproximar sentando-se ao meu lado e pedindo um pouco de água, e logo ser forçado a pedir comida pelos protestos de seu próprio estômago, cena que me arrancou uma risadinha baixa. A primeira vista este poderia ser confundido com uma criança devido a sua altura, aparência frágil e maneira de agir, porém sustentava dúvidas sobre a sua idade, imaginando que provavelmente o mesmo também deveria emparelhar com o tagarela do lado oposto, quem sabe um pouco menos. O mesmo apoiou sua cabeça em ambas as mãos, cotovelos no balcão, e fechou os olhos transparecendo cansaço, e só então me dei a liberdade para analisa-lo discretamente. Sua aparência era no mínimo "fofa", era um menino adorável que mais se assemelhava a um bonequinho de porcelana feito sob medida para um príncipe. Pele clara perfeita como a de um neném, olhos de um azul claro próximo ao vidro e fios tão dourados quanto os meus. Ouvi claramente quando o azulado do lado oposto puxou papo com este terceiro também, aconselhando que o mesmo experimentasse o cordeiro em um gesto que deveria ser de simpatia, porém carregado de uma estranha antipatia contraditória na voz. Arqueei uma sobrancelha voltando meu olhar novamente para o Sr.Espécime Macho, observando toda a cena calada e tentando decifrar o que se passava pela sua cabeça, observando com certa curiosidade os acontecimentos seguintes se desdobrarem ao meu redor, levando o copo com saquê novamente aos lábios.

Status - Hator Riviere
Hp: 200
Stamina: 240



Coração de esfinge...
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@Lilah

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The Begining...
Eu não sabia ao certo o que vim fazer em Cocoyashi; a verdade é que tenho apenas vagado nos últimos meses, indo de lugar em lugar sem um rumo ou objetivo definido. Por sorte a maioria das pessoas daquela vila eram bem receptivas, muito simpáticas e atenciosas. O único problema que encontrei até agora foi o calor. Eu não estava acostumado com grandes temperaturas, talvez por passar grande parte de minha vida próximo a uma floresta, onde a clima era suave e ameno. Aos poucos volto a divagar, mergolhando brevemente em lembranças enquanto ao fundo ouço a garota de cabelos dourados conversando com o rapaz que estava em seu outro lado, mas não presto muita atenção.

O som do copo de vidro sendo deixado sobre o balcão a minha frente faz com que eu retorne a realidade, me fazendo abrir os olhos e esboçar um pequeno sorriso para o barman como forma de agradecimento. Logo em seguida, apanho o recipiente com água e calmamente o levo aos lábios, bebendo alguns curtos goles do líquido. O homem que me atendera agora fitava o cardápio, parecendo procurar algo em especial, até que o rapaz que estava ao meu lado oposto - em relação a loira - sugere que eu provasse o carneiro assado.

Inicialmente fiquei em dúvida, me perguntando se ele realmente havia se dirigido a mim, mas assim que o barman me trás o prato, tenho a confirmação. - Obrigado. - Praticamente sussurro para o homem, cortando um pequeno pedaço da minha refeição para prová-la antes de voltar meu rosto na direção do rapaz de cabelos azulados. - Ahn... Boa sugestão. - Mantenho o tom baixo e sereno, concordando com ele em relação ao carneiro. Estava delicioso. O problema era que eu siplesmente não sabia mais o que dizer, uma vez que nunca fui realmente bom em me socializar.

Permaneço em silêncio por alguns instantes, pensando no que deveria dizer ou fazer, mas por fim apenas sorrio de canto, um tanto sem jeito, e volto a fitar meu prato, cortando a carne em pequenos pedaços antes de voltar a comê-la. Com o tempo, a dor de cabeça se torna quase inexistente, de forma que imagino não ter sido causada pelo calor mas sim pela fome, ou quem sabe pelas duas coisas. Enfim, isso não vinha ao caso no momento, eu só precisava pensar no que faria depois que saísse daqui, o que ainda era uma incógnita.

Status - Yoshino Takigawa
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Nome: Eye of The Beholder.
Descrição: Um arco de prata que no total mede 110 centímetros de comprimento, sendo 50 cada limbo e 10 a empunhadura entre eles. É resistente o suficiente para suportar o contato contra  outras armas, além de suas extremidades serem pontiagudas e extremamente afiadas; servindo assim para perfurações.
Já as flechas são simples, compostas predominantemente de madeira com algumas penas atrás de si, suas respectivas pontas são em metal e têm um design personalizado. Tais flechas ficam dentro de uma aljava presa ao cinto de Yoshino, geralmente localizada na parte traseira da cintura do garoto.
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Embora de certa forma impressionado consigo mesmo pela rudeza com a qual tratara o outro recém chegado, Tiger foi capaz de sorrir. Sua estratégia para chamar a atenção da moça e obter algum entretenimento durante seu período de almoço havia sido mais bem sucedida do que o esperado. Ela demonstrou instantaneamente interesse em porquê ele havia se dirigido de forma tão imprópria a sua pessoa - mesmo que indiretamente. Até mesmo uma ponta de cinismo pôde ser vista, bem como curiosidade.

Tudo aquilo era surpreendentemente reconfortante para o rapaz. Fazia tempo desde que tivera verdadeiras interações sociais, e aqui estava uma, se apresentando elegantemente a seu almoço. Deu uma generosa dentada em mais um pedaço do carneiro, limpando a gordura dos lábios com as costas das mãos e então deixando que um longo gole de sakê descesse por sua garganta. Era bom sentir o gosto forte daquela bebida após anos de água da chuva.

- Bom encontrar alguém perspicaz uma vez ou outra - respondia em tom animado à garota. - De fato não faço parte da... "População Local". Hahaha - a risada lhe saía natural e um pouco debochada. Ele claramente não parecia dar a mínima quanto a insinuação sobre sua popularidade com as mulheres, preferindo ater-se aos comentários sobre sua vivacidade e senso de humor. - Tiger D. Wax. Ainda não posso dizer que tenha sido um prazer conhecê-la, Hator-chan, mas é bom ver que ainda há pessoas que sabem como manter um ar descontraído.

Enquanto terminava estas palavras, olhando sua interlocutora diretamente nos olhos, com um ar divertido e, até mesmo, travesso (embora nem mesmo de longe paquerador), a tímida voz do outro garoto se manifestou, agradecendo-lhe pela sugestão de carne.

"Céus, é verdade! O que foi que deu em mim para uma agressão gratuita como aquela? Acho que aqueles anos na mata renderam um pouco mais do que agilidade..."

Wax lembrava da indelicadeza que cometera no instante anterior agora que o rapaz lhe agradecia. Algo naquela voz tímida e fraca lhe fez sentir-se extremamente culpado por sua rudeza com o rapaz que agora também desfrutava de uma boa porção de carne assada. Buscando se retratar, o jovem de cabelos azuis se endireitou um pouco no banco, esticando o olhar de modo a capturar os olhos do rapaz, dirigindo-se a ele em tom alegre.

- Não é? Um sabor como não provava há tempos. Vai ser difícil viajar e me contentar com a comida tosca que sei preparar nos próximos dias; não acha que devíamos convencer Hator a provar um pouco também? - completava, fazendo um breve aceno de cabeça para a garota loira, como a indicar que a apresentava para o jovem tímido. Assim, pelo menos em seu íntimo, se sentia como se redimindo por seu impulso rude anterior. - Aliás, me chamo Tiger D. Wax.

Ao finalizar suas palavras, fecharia os olhos dando um sorriso indulgente e travesso. Uma pena que em breve deveria se afastar daquelas pessoas. Pareciam gente de bem, e não seria certo levá-los pelo caminho que ele deveria seguir. Terminou de comer sua porção de carne, e despejou goela abaixo o restante de saquê. Descendo do banco com um ar de confiança decidido, pronto a se dirigir novamente para o exterior da taverna, para a vila de Cocoyashi....
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Considerações:

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Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura, a não ser por:

Formar uma tripulação pirata com Hator Riviere e Yoshino Takigawa


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Silvers Rayleigh

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Embora o início de tudo aquilo indicasse que Tiger sairia odiado por Hator e Yoshino, os três pareciam conversar de forma espontânea, alegrando-o todos. Cansados de suas rotinas monótonas, apreciavam aquele momento no bar como uma oportunidade que surgiria novamente apenas daqui um belo tempo. É claro que com outras pessoas, já que Tiger, Hator e Yoshino provavelmente nunca se topariam outra vez, seja no East Blue ou na Grand Line, objetivo que os três um dia buscavam alcançar. Ou talvez, por um acaso, não se veriam apenas aquele único dia em suas vidas?

Talvez ainda não tenham percebido, mas o potencial que aquele trio teria juntos seria enorme. Compartilhavam um ideal semelhante, motivo suficiente para que pudessem se aliar. Como se não bastasse, apenas naquele curto tempo, até mesmo Yoshino que se destacava por sua timidez parecia se dar bem. A única coisa que faltava a eles era um empurrãozinho, alguma faísca que acendesse o desejo ardente de se unirem. Será que isto aconteceria? Porque o tempo não estava a favor. Tiger estava decidido de que estava prestes a sair do estabelecimento e seguir sua aventura. Alguém teria um motivo para impedi-lo de deixá-lo ir, ou ao menos de deixa-lo ir só?

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First act...


Era divertido o tempo que estava a passar naquela velha bancada com jovem azulado e o adorável desconhecido dos olhos de vidro... Quantas histórias estariam invisivelmente esculpidas na madeira irregular na qual nos apoiávamos? Seriamos mais uma delas? Contada em silêncio a viajantes que se sentariam aqui futuramente... Era quase prazeroso a companhia inusitada na qual me encontrava, contrastando com os poucos minutos aos quais nos conhecíamos quem assistisse a cena de longe diria com segurança que éramos amigos de longa data, comendo e passando um bom tempo juntos, e mesmo eu que me considerava indiferente e que havia viajado por tantos anos sozinha, me pegava completamente a vontade entre os dois rapazes, me divertindo mais a cada momento. Era estranha a sensação, mas brevemente desejei poder segurar o tempo entre meus dedos... O que havia de errado comigo afinal? Eu não era de me conter ou suprimir meus sentimentos, mas a falta de lógica impedia que eu pensasse com clareza, e conformada a desistir de entender o que se passava ali ao menos por hora me limitei a sorrir para os dois um sorriso discreto, observando-os conversar em silêncio e admitindo que tudo não passava de simples "afinidade" para com ambos os garotos.

Me escondendo atrás de um sorriso sereno, ouvi atentamente o azulado me responder que não era dali, me fazendo alargar minimamente o sorriso agora com um toque de ironia. Era claro que ele não era dali, não poderia ser, só a aura de vigor e energia que o garoto sustentava a sua volta já contrastava terrivelmente com a aura fúnebre dos cidadãos daquele lugar, como eu havia sido tão ingênua? - "Não sei porque isso não me surpreende..." - Cochichei mais para mim mesma porém em tom audível, sem desviar a atenção do jovem  azulado que agora eu conhecia como Tiger, nome esse que havia me agradado por passar certa "força" e "confiança". O mesmo me fazia o que seria um elogio claramente livre de qualquer duplo sentido ou segunda intenção o que me fez simpatizar ainda mais com o garoto que era a todo momento, apenas ele mesmo. O que mais me chamou a atenção porém foi o pronome de tratamento que ele empregou ao meu nome, sendo este no mínimo cômico, visto que aparentemente eu era a mais velha dali, mas que por conter seu charme fofo eu não reclamaria. Afinal de contas, de "fêmea" para "Hator-chan" já era um gigantesco avanço, não? Separados por um abismo.

- Bom já eu posso garantir que é um prazer, considerando as muitas pessoa interessantes que conheci por esta vila. Como deve ter observado um povo alegre e acolhedor sem igual...

Terminava minha observação com a voz carregada de sarcasmo, devolvendo-lhe o olhar travesso de forma descontraída relaxando meu corpo na cadeira, e terminando meu saboroso pescado servido minutos antes pelo velho do balcão, sorvendo mais alguns goles de saquê, enquanto uma nova voz se juntava a nossa preenchendo o silêncio formado por mim e Tiger. Sentado ao meu lado, oposto a Tiger, o adorável menino dos olhos de vidro agradecia timidamente a sugestão elogiando-a em voz baixa, porém alta o suficiente para que ouvíssemos. Deuses, a cada gesto doce e gentil o menino conquistava mais a minha atenção, como poderia ser mais fofo? Era daquele tipo difícil de se encontrar, que da vontade da gente colocar no colo e mimar como a um bebê. Sorri gentilmente para o mesmo quando avistei o sorriso tímido de canto que enfeitava seu delicado rosto, ouvindo Tiger do meu lado oposto elogiar ainda mais a comida dando ênfase ao período onde sobreviveria apenas da própria culinária me fazendo rir ao tentar imaginar o rapaz na cozinha. O azulado definitivamente não parecia do tipo que saberia preparar uma boa refeição por si só. - Acho que vai precisar de um bom cozinheiro se não quiser passar fome Tiger! Hehehe -Comentei bem humorada deixando escapar uma risadinha ao fim, enquanto o capitão-falta-de-bom-senso continuava a tagarelar fazendo mais uma sugestão ousada, que é claro, eu levaria na esportiva sem pensar duas vezes.

Apesar de meio inadequado o jeito do azulado me agradava bastante, me arrancando algumas risadas vez ou outra e capturando minha atenção como poucas pessoas conseguiam. Era simplesmente divertido estar com aqueles dois, havia realmente gostado deles, e Tiger também parecia ter concertado seu estranho comportamento anterior para com o jovem... Vai saber, talvez houvesse sido apenas uma dor de barriga inoportuna que o surpreendeu na hora em que se dirigia aos olhos de vidro. Olhei para o azulado surpresa pela sua proposta, mas ao voltar meus olhos para o garoto do lado oposto uma ideia divertida iluminou minha mente e fui incapaz de conter o impulso que me dominava de interagir com o desconhecido fofo e também fazer uma brincadeira que no mínimo iria constrange-lo inicialmente.

- Hey, me chamo Hator Riviere... Onde estão seus modos? Isso parece estar realmente delicioso, você me deixaria provar um pouco?

Completei inclinando levemente minha cabeça na direção do menino dos olhos de vidro, ficando bem próxima ao mesmo, fechando os olhos e abrindo discretamente a boca em um pedido clássico para ser alimentada, em um gesto no mínimo infantil, mas que achei que poderia ser divertido nas atuais circunstâncias. O momento que estava passando ali estava se tornando realmente especial, e me divertia como uma criança se diverte ao lado dos seus melhores amigos, o que era no mínimo estranho. Poderia continuar ali por mais horas sem nem perceber o relógio avançar cruelmente matando aos poucos o precioso tempo que estávamos a passar juntos deixando apenas boas lembranças de um almoço agradável, porém o levantar súbito e quase brusco do azulado ao meu lado me pegou de surpresa me fazendo voltar minha atenção totalmente para ele, encarando seu semblante sombrio e misterioso que contrariava completamente a aura alegre e jovial que Tiger havia sustentado durante todo o tempo. Visto desse jeito parecia outra pessoa, outro homem. Tiger, o garoto, havia desaparecido completamente deixando em seu lugar um homem agora visivelmente bem mais alto do que eu que seguia para fora daquele lugar nos dando as costas sem nem ao menos um mísero "adeus".

Deuses, o que haveria com aquela mudança brusca de atitude? Não se diz mais tchau nessa terra? O que ele estaria indo fazer? Para onde iria? Se trataria da viajem a qual havia comentado anteriormente? Voltaríamos a nos ver? Eram tantas perguntas sem resposta, e a medida que o misterioso azulado se afastava me faltava ar aos pulmões, eu estava sufocando em um surto inexplicável de curiosidade e um impulso irracional de seguir meu mais novo... "Amigo"? Poderia considerar alguém com quem haveria trocado apenas poucas palavras um amigo? Estava tudo tão errado, mas ao meso tempo tão certo! Minha mente era uma completa bagunça que ansiava por estar novamente em ordem, e meus olhos brilhavam com a possibilidade de alguma mudança interessante aquele dia. Completamente levada pelo instinto irracional de fazer algo "errado e emocionante" me levantei deixando alguns poucos berries sobre o balcão resignada a seguir Tiger de longe. Eu queria... Eu precisava saber para onde ele iria, o que iria fazer, e quem ele era afinal. E com um sorriso astuto no rosto voltei a encarar os olhos de vidro em um convite no mínimo insano, lhe dirigindo poucas palavras antes de sair atrás de Tiger mantendo uma distancia no mínimo excessiva de 50 metros tomando o cuidado de não chamar sua atenção, afinal, seria complicado explicar ao mesmo o porque de eu o estar perseguindo sem um bom motivo aparente, e acabaria ficando como "stalker maníaca de homens mais jovens" o que seria de fato desagradável.

- Você vem olhos de vidro? Vou atrás daquele maluco!


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Estar ao lado daqueles dois, mesmo sem realmente conhecê-los, era estranhamente bom. Ambos emanavam auras cativantes que prendiam minha atenção de tal forma que era quase impossível perder uma única palavra que proferissem. Portanto, mesmo que estivesse voltado em direção ao prato do carneiro que me fora servido, eu não deixava de ouví-los conversar.

Dentre os três, o azulado parecia ser o mais comunicativo e extrovertido; tanto que foi ele quem iniciou a interação entre nós, e acho que eu deveria agradecê-lo por isso. Desde que cheguei na cidade nada de verdadeiramente interessante me aconteceu, de modo que a estadia aqui chegava a ser chata e monótona até mesmo para mim, alguém que gostava de ordem e estabilidade. Aqueles dois desconhecidos conseguiram transformar um simples almoço em uma experíência realmente divertida, fazendo com que um sorriso se formasse de maneira automática em meus lábios, sem que eu sequer percebesse.

Como mais alguns pedaços da carne assada disporta em meu prato, e assim que agradeço ao azulado pela sugestão, vejo a loira entre nós esboçar um sorriso em minha direção, fazendo com que minhas bochechas ficassem minimamente ruborizadas. "Aaah, por que isso sempre acontece?!" Critico-me mentalmente, sentindo meu rosto aquecer um pouco, o que denunciava meu atual estado. Logo em seguida, quando desvio meus olhos dos belos orbes cristalinos da garota, os mesmos encontram os do rapaz, que além de concordar comigo enfatizou o tempo em que teria que sobreviver da própria culinária, não parecendo muito ansioso por isso. Um baixo riso escapou por entre meus lábios, praticamente espelhando a ação da loira, pouco após a apresentação do maior. Imaginar Tiger cozinhando era uma cena realmente engraçada.

- Bem, se nos encontrarmos por aí eu que não me importaria de cozinhar para vocês. - Comento pouco após a brincadeira de Hator, demonstrando sinceridade. Cozinhar era uma das minhas paixões, e poder fazer isso para... amigos - se é que poderia classificá-los dessa forma - seria bem legal, afinal quem não gosta de comida não é mesmo?

Só então penso na sugestão de Tiger, que inicialmente me faz ficar um pouco surpreso, porém acabo concordando com a cabeça. Mas o que mais me surpreende é o que veio a seguir, quando a loira inclinou-se em minha direção, se apresentou brevemente e pediu para provar um pouco da minha refeição. - Ahn... Ca-Claro. - O rubor em minha pele agora era bem mais evidente, e literalmente demonstrava na cara parte do meu nervosismo. Fecho brevemente os olhos e respiro fundo com a intensão de me acalmar, afinal não havia nada demais naquilo. Feito isso, pego um dos pequenos pedaços anteriormente cortados e o levo até a boca da garota. Realmente esperava que ela gostasse.

Aguardava a reação de Hator, mas antes que isso pudesse acontecer Tiger repentinamente se levanta, atraindo nossa atenção para si. Ele parecia sério, e bastante diferente em relação aos minutos anteriores, o que me fez estranhar bastante sua ação. Eu estava um tanto confuso, tentando entender o motivo de tudo aquilo, mas não consigo chegar a nenhuma conclusão. Volto-me para Hator em busca de alguma resposta, mas ela parecia tão confusa quanto eu, e em poucos instantes o maior nos dava as costas, se aproximando cada vez mais da porta. Milhares de pensamentos invadem minha mente, e imagino se havíamos falado algo errado.

De repente me deparo com um convite pra lá de estranho, que mesmo parecendo muito errado e invasivo me fazia querer aceitá-lo. A loira simplesmente iria seguí-lo, e queria saber se eu não queria ir com ela. Mantenho o silêncio por alguns instantes, pensando, mas a cada segundo que eu demorava para tomar uma decisão Tiger se afastava ainda mais, e por mais insano que a ideia fosse, resolvo arriscar. - Olhos de vidro? - Pergunto, mas logo percebo que aquilo não era algo relevante no momento. - Enfim... Por que não? - Termino dando de ombros e sorrindo de canto, deixando alguns berries sobre o balcão e virando o restante do como de água garganta abaixo, passando a acompanhar a garota de cabelos dourados. Onde será que o misterioso rapaz nos levaria?

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Descrição: Um arco de prata que no total mede 110 centímetros de comprimento, sendo 50 cada limbo e 10 a empunhadura entre eles. É resistente o suficiente para suportar o contato contra  outras armas, além de suas extremidades serem pontiagudas e extremamente afiadas; servindo assim para perfurações.
Já as flechas são simples, compostas predominantemente de madeira com algumas penas atrás de si, suas respectivas pontas são em metal e têm um design personalizado. Tais flechas ficam dentro de uma aljava presa ao cinto de Yoshino, geralmente localizada na parte traseira da cintura do garoto.
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Última edição por Yoshino Takigawa em Seg Out 05, 2015 11:06 pm, editado 2 vez(es)

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Seu último relance da estranha dupla que lhe acompanhara no almoço, foi de rostos confusos com sua repentina mudança de postura. Tiger não teve coragem de seguir encarando os dois, pois saberia que trairia seus pensamentos. Não podia fazer o convite que lhe coçava a garganta. Ele nem mesmo conhecia aquela pessoas, afinal. Não poderia esperar que desconhecidos, por mais agradáveis que fossem, o seguissem como companheiros na vida de crimes que ele escolhera para si.

Deu as costas a eles e seguiu na direção da porta, tomando o cuidado de deixar a importância devida sobre o balcão, pagando por sua refeição. Sua fisionomia se alterou bastante assim que não mais fitava seus interlocutores. A experiência de ter alguém para conversar, que não seu velho mestre, era algo que não vivia a mais de três anos. Um clima leve e descontraído de conversa... Quando poderia ter aquilo de novo? Sua face se contorceu em uma careta de desgosto por si próprio. Não era momento de se lamentar por aquele tipo de coisa.

Atravessou a porta da estalagem, indo direto ao encontro de sua carroça. Lançou algumas moedas para o rapaz que dela cuidava, e após conferir se tudo dentro dela estava ok, incitou o burro a iniciar sua marcha. Era um animal lento; com o peso da carga que o rapaz levava, não poderia ser mais rápido do que uma pessoa normal caminhando, mas ainda era mais prático do que o próprio Wax carregar todo aquele material na direção do cais. Imagens das risadas e da conversa lhe passaram pela cabeça.

"Bukan sempre falava sobre sua tripulação pirata... Talvez eu devesse formar uma antes de partir... Um pouco de companhia não seria ruim, e aquele rapaz disse que sabia cozinhar..."

Sacudiu violentamente a cabeça. Não era hora para aquilo, precisava se concentrar em encontrar um barco no porto e em sair o mais breve possível dali. A esta altura, aquele fazendeiro já deveria ter chegado a Gosa e revelado o que acontecera a ele na estrada. Logo uma multidão enfurecida estaria atrás do rapaz de cabelos azuis. Era preciso sair logo dali.

"Bem, mesmo que Hator seja uma companhia agradável, e o garoto tímido saiba cozinhar... O que preciso são de companheiros que saibam cuidar de si mesmos para me ajudar... Não posso simplesmente ter de proteger àqueles dois. Só iria me atrasar, acabaria por ser mais atrapalho do que ajuda."

Tentava resignar-se o rapaz, se forçando a não pensar por um momento na taverna enquanto chegava ao porto. Lá, procuraria por alguma embarcação que parecesse suficientemente adequada e não tão bem protegida para levá-lo ao mundo. Levá-lo a sua liberdade que tanto almejava. Ainda estavam no horário de almoço, com sorte talvez encontrasse o porto vazio o bastante para que seus planos pudessem ser realizados...

=======



Considerações:

Link do Role Play Anterior: [Role Play] Aventura: Em busca de Liberdade, lançando-se ao mar! - Part 1

Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura, a não ser por:

Formar uma tripulação pirata com Hator Riviere e Yoshino Takigawa



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Enquanto juntos, o tempo voava para cada um dos três. Dentre as pausas feitas para conversar e para comer, já estavam quase meia hora por lá - Hator e Yoshino a alguns minutos a menos que Tiger, que havia chego no estabelecimento primeiro que os dois - mas a impressão era de que só havia passado cerca de míseros dez minutos. A conversa fluía com grande dificuldade, não tendo nenhuma falta de assunto, embora não prolongaram-a tanto: tudo, graças a claro, Tiger.

O rapaz subitamente levantou-se da cadeira, espantando suas companhias até o momento, e sem dizer uma só palavra. Sua única maneira de se despedir era um sorriso um tanto quanto travesso, algo que não agradava muito, principalmente, a Hator. Sua indignação pelo rapaz com quem havia feito "amizade" alguns minutos atrás não ter nem dito um tchau, ter se despedido de uma maneira correta, era absurda. E a loirinha não deixaria aquilo barato, sem dúvidas.

Ela levantou, querendo saber mais daquele jovem azulado - apelido que ganhou por Hator nestes curtos instantes. De onde ele veio? O que ele fazia ali? O que ele queria? As perguntas que vinham em sua mente eram muitas, e como naturalmente a vontade de saciar seus desejos e descobrir as respostas estava presente em sua personalidade, ela precisava saber tudo aquilo, mesmo que isto significasse seguir o jovem azulado sem que ele nem desconfiasse disto tudo.

Era claro que o olhos de vidro, maneira de como o tímido Yoshino era chamado, não ficaria de fora. Aparentemente ele não se oferecia em hipótese nenhuma, talvez porque achava aquilo um tanto errado e sua timidez o tomada conta, mas Hator simplesmente o convidou para fazer aquela ação que no mínimo era uma invasão de privacidade. Ambos deixavam os berryes em cima do balcão [desconto de berryes será dito ao final da roleplay] e se retiravam do estabelecimento.

Tiger saia de lá em sua carroça, já que contava com uma carga que embora não muito grande, seria bem difícil levá-la em mãos. Era puxada por um burro não muio veloz, que fazia uma lerda caminhada rumo ao porto - ele carregava até mais do que estava acostumado, e se esforçava para fazer tal proeza. Graças a isto, não havia dificuldade nenhuma  em seguir Tiger, já que perde-lo de vista seria possível só com uma desatenção enorme. Seguiam-o de uma distância consideravelmente grande, o suficiente para que ele não pudesse vê-los e identificá-los. O jovem azulado nunca que teria desconfianças de que aqueles dois quase que desconhecidos o seguiriam, inclusive: quem seria louco para gastar seu tempo fazendo isto? Aquela dupla era diferente, embora estranha - e ficava ainda mais estranha quando na presença de Tiger.

O jovem azulado chegava ao porto, finalmente. O lugar estava quase que vazio, já que a parte comercial daquela região não ficava aberta durante o horário, com exceção de uma, que era destinada a itens de pesca, mas nada que fosse de interesse pro rapaz. A única movimentação daquele porto se dava de alguns poucos navios comerciais parados por lá, com seus trabalhadores um tanto quanto a toa, talvez aproveitando o tempo que tinham de folga. Mas posicionado mais distante de todos os outros navios, estava um suspeito: ao lugar onde normalmente os navios tinham suas bandeiras, nada estava ali, como se tivesse sido retirada. Não só isso, como um unicórnio era ostentado na proa daquela caravela [demonstração], algo nada comum entre navios comerciantes.

Ao convés, caminhavam dois homens e uma mulher. Estavam trajados de uma maneira semelhante, mas daquela distância não se podia notar nada que fosse de importância - como se portavam alguma arma. Por estarem num canto isolado do porto, o rapaz não conseguiria chegar até lá sem que fosse notado, pois não podia contar nem mesmo com obstáculos que pudessem ser usados para esconder sua presença. Será que seria ousado o suficiente para fazer algo?!

Considerações:
• Hator, Yoshino, me desculpem se deixei vocês muito sem ação, mas caso forem apenas observar, vão ter que esperar Tiger fazer o que bem entender para depois entrarem em cena.

• Yoshino, peço que aumente a letra de seu template, porque está muito pequena. Desculpe se tomei a liberdade para aumentá-las desta vez.

• Peço desculpa outra vez, mas para os três, por não ter tempo o suficiente para postar este final de semana. Não se repetirá (até chegar sexta, porque final de semana, bem... altas tretas).

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First act...


Meu ousado convite fora de fato subito, e por um momento duvidei se o jovem a minha frente iria se quer cogitar aceita-lo, mas felizmente o mesmo parecia tão magneticamente envolvido com aquela situação quanto eu estava, e após pensar um pouco aceitou de forma a me surpreender com um sorriso de canto e uma postura contraditória a de "bom menino" que o mesmo sustentava até então com seu jeitinho tímido e educado. Tal atitude só havia me feito simpatizar ainda mais com o garoto, quer dizer, em um julgamento meio superficial poderia-se entender que o loiro era um menino um tanto quanto fraco e medroso pelo seu comportamento meio submisso e pacífico, mas sua atitude agora demonstrava que apesar de tudo em um termo um tanto rústico para definir, o garoto realmente "tinha colhões", e estava totalmente disposto a aceitar o que lhe fosse proposto se fosse do seu interesse. Os olhos de vidro cintilavam com a adrenalina assim como os meus, era divertido descobrir que aquele menino tão meigo poderia esconder um lado tão aventureiro e corajoso, realmente me agradava ter conhecido-o. Decidindo não perder mais tempo me dirigi a saída da taberna acompanhada pelo mais novo tentando não parecer tão apressada quanto estava para não chamar atenção, porém mantendo um ritmo rápido para não perder Tiger de vista, e logo estávamos do lado de fora.

Observamos atentamente enquanto Tiger se afastava devagar manejando uma carroça puxada por um velho burro de carga, e o acompanhamos a distância, mantendo sempre um ritmo calmo e relaxado enquanto nos esgueirávamos pelos cantos mais discretos das ruas por onde passávamos, porém sem tirar os olhos do azulado a distância. Durante toda a caminhada alternava o olhar entre Tiger e o menino que me acompanhava, juntando mentalmente pequenas informações sobre os mesmos, comparando suas alturas, jeitos, posturas, e manias distintas, e comparando também comigo. Éramos todos bem diferentes cada um com suas características únicas e marcantes, e mesmo assim havíamos nos dado tão bem, quase como se fossemos peças de um mesmo jogo, possuíam habilidades, formatos, e objetivos diferentes, mas se completavam e se ajudavam em prol de um objetivo maior. Qual seria o maior objetivo daqueles dois? Não sendo muito boa em manter minha boca fechada, muito menos em conter minha curiosidade decidi aproveitar o tempo a sós para bombardear de perguntas o "olhos de vidro", percebendo então que perguntar seu nome também não seria uma má ideia visto que o mesmo não havia se apresentado, embora eu duvidasse que ele tivesse se dado conta disso...

- Hum... Então Olhos de vidro, você ainda não me disse o seu nome! Hehe. Por que não me fala um pouco sobre você? De onde você é? Quantos anos tem? O que faz por aqui, e quais são os seus objetivos? Ah me desculpe se são perguntas de mais, mas você também pode perguntar o que desejar, tudo bem?

Terminei sendo o mais simpática possível sem fazer questão de esconder o brilho curioso nos olhos e o sorriso exageradamente empolgado que se estampava em minha face por si só, e pisquei divertida para o mesmo esperando que não se sentisse ofendido ou até incomodado com a minha pequena entrevista. Me mantendo distraída por vários minutos com o loiro mal percebi quando chegamos ao porto da cidade, observando Tiger avançar cada vez mais dentro do mesmo no ritmo o qual mantera toda a viagem. Por não haver muitos lugares para se esconder por ali coloquei meu braço a frente do meu amigo sinalizando silenciosamente para pararmos a caminhada, e tomaria o cuidado de nos manter a 100 metros do mesmo, de forma que nossa presença ali permanecesse imperceptível. O porto naquela tarde estava bonito, a única coisa boa naquele lugar por sinal, as ondas se chocavam calmamente contra a praia e o deque, e produzia um som relaxante que se unindo ao canto das gaivotas tinha efeito calmante, visto que o porto estava quase deserto, com excessão de Tiger e de três desconhecidos que se aproximavam ao longe. Na praia podia-se ver uma embarcação comum com um unicórnio enfeitando majestosamente a proa. Fiz uma careta perante a aparência da embarcação achando-a muito... Gay pro meu gosto, mas me mantive em silêncio enquanto forçava os olhos para tentar observar as cenas que se desenrolariam a seguir prestando extrema atenção em cada movimento do jovem azulado. Seria aquela embarcação exageradamente feminina de sua posse? Se fosse talvez fosse uma boa ideia começar a cogitar invadir clandestinamente sua caravela para ganhar alguma carona como sempre fazia...

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Eu mesmo acabei me surpreendendo com a decisão que acabei tomando, afinal estava embarcando em uma jornada rumo ao desconhecido, onde não havia certeza alguma além da companhia das duas pessoas que conheci mais cedo. Por outro lado, um novo sentimento aflorou em meu interior, algo que eu talvez pudesse classificar como ansiedade, entusiasmo ou talvez fosse apenas o efeito inicial da adrenalina em meu corpo. "Isso é uma completa loucura..." Penso, começando agora a considerar as consequências de minha decisão. "Mas quem liga?" Completo, acabando por deixar um baixo riso escapar por entre os meus lábos. Já fazia tempo que nada de interessante acontecia comigo, pelo menos não enquanto estive em Cocoyashi, portanto essa era a hora perfeita para arriscar.

Uma vez fora da taberna, vejo Tiger partindo em posse de uma carroça, a qual era puxada por um velho burro com uma aparência cansada. Volto-me para Hator e nossos olhos se encontram por um breve momento, e com esse simples gesto concordamos silenciosamente em acompanhá-lo de maneira discreta. Então seguimos por entre as ruas, nos esgueirando durante todo o caminho enquanto mantínhamos uma "distância segura" do azulado, pois a última coisa que gostaríamos era de sermos descobertos. Como iríamos explicá-lo que simplesmente estávamos o seguindo?

Passos e mais passos eram dados em silêncio, até que a garota o quebra com uma doce e simpática voz, repleta de curiosidade e empolgação. Quando percebo que eu ainda não havia me apresentado, ou pior, quando ela me lembra que eu ainda não havia me apresentado, simplesmente volto-me em sua direção sem nem ao menos tentar esconder minha surpresa, cobrindo os lábios entreabertos com a destra enquanto os olhos mantinham-se levemente mais abertos do que o normal. - Nossa, perdoe minha total falta de educação. Eu me chamo Yoshino Takigawa, muito prazer. - Proferia tais palavras com um sereno e alegre sorriso no rosto, curvando levemente a parte superior do meu corpo em uma cordial reverência. Sabia que aquilo poderia ser formal demais para a ocasião, e talvez até um tanto ridículo, mas foi a maneira que aprendi a me apresentar. Então - quase que literalmente - sou bombardeado por diversar perguntas, de forma que se estas fossem flechas, eu com certeza estaria morto agora.

- Ahn... Bem, eu nasci em Logue Town mas até pouco tempo morei no pequeno vilarejo de Foosha, no reino de Goa. Tenho dezoiro anos. E a cerca de um ano deixei minha casa para viajar o mundo, então aqui estou. - Sabia que minha resposta apesar de direta poderia ser meio vaga, mas busquei responder aquilo que me fora perguntado, abrindo um pequeno sorriso ao terminar. - E você? Parece vir de longe. - Suponho, tentando dar continuidade ao assunto mesmo que estivesse sempre alternando minha atenção entra a loira e o azulado, afinal não queria perdê-lo de vista.

Chegando ao porto, encontro o local bem mais deserto do que a algumas horas, imaginando que a maioria das pessoas deveria ter ido almoçar já que apenas alguns trabalhadores estavam alí presentes. Corro brevemente os olhos pelos arredores e percebo que não tínhamos mais lugares para nos escondermos, o que era um problema já que por conta disso o azulado poderia nos descobrir com mais facilidade. Hator também parece ter pensado o mesmo, pois colocou o braço a minha frente e sinalizou para que eu parasse, e assim passamos a manter uma distância de cem metros de Tiger.

Com uma maior observação nos detalhes do ambiente, notei o quão tranquilo ele estava, unindo toda a calma natural das ondas do mar ao suave canto das gaivotas que alí estavam. Meus lábos formam discretamente um sorriso - apesar de ainda se manterem unidos - e minha atenção agora era voltada a grande embarcação aportada na praia, a qual ostentava um belo e majestoso unicórnio em sua proa. Permaneço quase hipnotizado pela figura durante um ou dois segundos, até retomar a consciência e voltar a prestar a atenção em Tiger, vendo-o se aproximar da mesma.

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Tão logo chegara ao porto, Tiger identificara seu alvo. Distante da maior parte das embarcações, uma humilde caravela subia e descia na marola. Era um barco de dimensões pequenas e sem grandes atrativos - pelo contrário, sua carraca de proa era, no mínimo, repulsiva para o rapaz. Mas, a se pensar que seria um barco "de graça", ele poderia resolver aquele problema depois. Nada que algumas ferramentas para cortar madeira não pudessem dar jeito.

Ademais, o navio deveria pertencer a algum grupo suspeito; não apenas porque estava afastado dos demais, mas também porque seu mastro principal não ostentava qualquer bandeira que pudesse ser identificada. Talvez fossem piratas, tentando não chamar grande atenção. E era nisso que o jovem garoto de cabelos azuis apostaria. Já que o cais não apresentava qualquer forma de ocultar sua presença, ainda mais com uma carroça, o rapaz decidira que se dirigiria ao barco da forma mais escancarada possível.

Se fossem mesmo piratas, estariam ali atrás de reabastecimento para seu navio, e que forma mais fácil de se obter isso, do que saqueando um jovem vendedor que dera o "azar" de cruzar o seu caminho num belo começo de tarde? Com um pouco de sorte, Wax conseguiria até mesmo que aquelas três figuras que ele divisava no convés, carregassem o navio para ele. Então, enquanto eles estivessem ocupados com a carga, o rapaz poderia agir.

Certamente não era dos melhores planos, mas ele demoraria tempo demais para preparar o navio para partir e para carregá-lo sozinho. Também não seria uma tarefa fácil enfrentar três adversários de uma única vez. Assim, talvez, poderia ter alguma chance. Caso sua carga os despertasse interesse.

Sendo assim, seguiu sua aproximação, incitando o burro a marchar por todo o espaço aberto do porto, fingindo estar apenas prestando atenção no caminho a frente, mas, sempre que possível, relanceando seu olhar na direção do convés da caravela. Assim, esperava poder notar quaisquer movimentos mais abruptos de seus ocupantes, e se corria qualquer risco durante sua aproximação. A princípio, aqueles indivíduos não pareciam estar armados, mas Tiger duvidava que esta impressão fosse inteiramente correta. Mesmo que não se tratassem de piratas, homens do mar costumam proteger suas embarcações e pertences.

Manteria o trajeto. Tão logo chegasse próximo o bastante da caravela, caso nenhum dos ocupantes tentasse interceptar seu caminho, sofrearia o burro, olhando diretamente para o navio a seu lado e perguntando, com voz inocente e despreocupada:

- Boa tarde, senhores! Estariam interessados em provisões para sua viagem? Os melhores preços estão aqui comigo!

Analisaria cada um deles com um olhar que, embora parecendo inocente e despretensioso, seria atento e afiado, buscando beber de toda a informação possível.
=======


Considerações:

Caso eu não tenha chegado até a proximidade de poucos metros - três ou quatro - e tenha sido interceptado antes, imagino que meu personagem notaria, então peço a chance de reação. Caso os ocupantes do navio tenham me ignorado ou não tentado nada enquanto eu me aproximava, então considere a última parte da narração.

Link do Role Play Anterior: [Role Play] Aventura: Em busca de Liberdade, lançando-se ao mar! - Part 1

Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura, a não ser por:

Formar uma tripulação pirata com Hator Riviere e Yoshino Takigawa



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Não tendo muito o que fazer enquanto acompanhavam - espionavam - o rapaz Tiger, Hator-chan e o olhos de vidro conversavam, na intenção de se conhecerem mais um do outro. Mas como era de se suspeitar, quem iniciava aquela série de perguntas eram Hator, que chegavam a deixar Yoshino atordoado sem saber o que responder, e também envergonhado por não ter se apresentado até aquele momento. Lançou as mesmas perguntas como resposta, num simples "e você?". Este se mantinha mais concentrado em perseguir Tiger, enquanto a loira estava mais animada com aquela perseguição, mas não parecia conseguir se concentrar em uma só coisa. Se assemelhava com alguém hiperativa, ou talvez realmente fosse.

Já ao porto, Tiger não percebera que estava sendo acompanhado - e este era um momento decisivo, porque se a dupla quisesse ir mais além, ficaria numa parte nada movimentada naquele horário e a visão estaria clara para que o jovem azulado pudessem flagra-los. Mas eles deveriam ter cautela, porque aquela era uma cena um tanto quanto estranha. O rapaz que acabaram de conhecer se dirigia para um navio suspeito, com calma e sem nenhuma preocupação - algo anormal, já que pessoas normais no mínimo rodeariam a área. Ele estava indo para o navio, era o que qualquer um com um mínimo de noção diria. As desconfianças da verdadeira identidade do rapaz poderia vir a tona para Hator e Yoshino, naquele momento.

No navio, os três pareciam debater algo ao visualizarem o rapaz montado numa carroça, com alguma carga e movido por um burro. Não o levaram como uma ameaça, e o plano de Tiger havia dado certo, ou ao menos em partes. Anunciara a sua intenção - embora falsa - ali, e os três tripulantes da embarcação se olhavam com um olhar malicioso, com segundas intenções. A mulher desceu pela prancha e caminhou logo a frente de Tiger - cerca de um metro - que estava a cinco metros do navio, e começou a encará-lo. Neste meio tempo, um dos tripulantes se escorou no corrimão do convés pelo cotovelo esquerdo, com seu corpo levemente curvado. Com a mão livre, apontara o que seria uma besta para o peito de Tiger.

- Acho que eu vou querer isto de graça. - exclama a mulher, indo saquear toda aquela carga. Consigo, nenhuma arma podia ser exibida. O terceiro homem apenas observava de cima do navio, também não tendo nada em mãos.

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Yoshino Takigawa era, de fato, um bonito nome, e me surpreendeu descobrir que aquele garoto tão pequeno e de aparência tão delicada pudesse ter apenas um ano a menos do que eu. Seguíamos em um ritmo normal apesar do calor que voltava a me castigar insistentemente e durante a agradável caminhada que nos levou ao porto atrás do jovem e misterioso Tiger, havia conseguido com que o olhos de vidro, que agora eu conhecia como Yoshino-kun, revelasse um pouco mais sobre si mesmo, me permitindo conhecer mais de sua linda pessoa. Descobri ainda que coincidentemente estávamos em situações demasiado semelhantes, visto que ambos havíamos saído de casa com o objetivo maior de explorar o mundo, a pesar de outros motivos também terem influenciado minha fuga a anos atrás... De repente a imagem de minha mãe cintilou dentro da minha mente por alguns segundos, ofuscando todo o resto. Havia sentido tanto a falta dela, hoje já não sentia tanto, podia vê-la no céu noturno, no azul do oceano, entalhada junto aos hieróglifos das minhas armas, e principalmente nos meus sonhos e recordações, e sabia que de onde ela estivesse, estaria me apoiando e sorrindo para mim como sempre costumava fazer. Sacudi minha cabeça fazendo um certo esforço para afastar os pensamentos melancólicos, voltando a prestar atenção ao ambiente a nossa volta e aos movimentos do azulado ao longe, indo em direção a caravela em ritmo calmo como seguira por toda a viagem. Uma brisa marítima acariciou meus cabelos, aliviando o calor escaldante causado pelo sol aquela tarde e me lembrando subitamente de que ainda não havia respondido Yoshino.

- Ah sim... É um prazer Yoshino-kun... Bom, creio que agora seja a minha vez de lhe dar as devidas informações certo? Vejamos, eu tenho dezenove anos, e sim, você esta certo quanto a eu estar longe de casa... Nasci em Baterilla, onde vivi até os meus dezesseis anos, a partir dai a mesma história que você contou, gasto meus anos viajando pelo mundo, porém me dedico a visitar sítios arqueológicos, cidades históricas e/ou abandonadas que é a minha grande paixão... Assim como minha mãe foi, sou arqueóloga, então este tipo de coisa simplesmente me atrai. Também dedico parte deste tempo a pegar carona clandestinamente em navios privados e é claro, perseguir pessoas sem nenhum motivo aparente pela rua! Hehe

Terminei de listar os fatos mais importantes que consegui juntar sobre minha pessoa para apresentar devidamente ao meu mais novo amigo, rindo da minha própria piada de forma divertida e dando tapinhas de leve sobre seu ombro em um gesto amigável, mas sem tirar os olhos de Tiger. Voltando a ficar séria ajeitei os óculos elegantemente enquanto assistia nosso Tigre-azulado parar sua carroça demasiadamente próximo a embarcação-unicórnio-gliterizado, trocando algumas palavras com outros três indivíduos que estariam ali. Seriam amigos de Tiger? Quem sabe companheiros de viajem. Assisti interessada forçando cada vez mais o olhar quando uma mulher que eu não conseguia analisar muito bem graças a distância se aproximava do garoto calmamente, pensando que provavelmente seria a namorada ou irmã do mesmo, porém estranhei quando a mesma parou a aproximadamente 1 metro do azulado mantendo uma distância no mínimo estranha para um reencontro de irmãos, namorados ou até mesmo amigos e conhecidos. Foi então que com certo espanto percebi que aquela não era uma reunião pacífica, e um dos homens posicionados atrás da mulher já apontavam uma espécie de arma que eu classificaria como uma besta para o menino na carroça... - Eu não sei você, mas tenho a impressão de que eles não estão brincando de polícia e ladrão... - Murmurei com semblante calmo para o loiro ao meu lado desviando brevemente os olhos da cena a minha frente para encara-lo séria, reparando só então em um longo arco prata preso as suas costas.

- Acho melhor ajudarmos... Infelizmente eu não tenho como fazer nada a distância mas me diz, este lindo arco que você tem ai, é só de enfeite?

Perguntei com um sorriso malicioso desafiando-o a demonstrar suas habilidades. Embora chegar atirando não fosse muito sensato, enquanto o mesmo mantesse uma flecha ameaçadora apontando os agressores em questão, teríamos alguma vantagem e proteção para nos aproximarmos em segurança possibilitando que tivéssemos alguma chance de ajudar Tiger. Após perceber que Yoshiko estava pronto para me acompanhar, ou não né, nunca se sabe, iniciaria uma rápida caminhada em direção ao ponto onde ocorria o conflito entre o azulado e os três desconhecidos. Durante toda a nossa aproximação devidamente armada com meus Khopeshs seguros em minha cintura, cada um de um lado, analisava cuidadosamente o terreno e o ambiente a volta de Tiger, onde logo estaríamos. Sem deixar passar nenhum detalhe analisei minuciosamente cada obejeto, caixa, árvore ou qualquer coisa que pudesse se destacar do chão que pudesse vir a ser usado ao nosso favor. Em uma situação onde estaríamos em ligeira desvantagem cada detalhe contava, e não abriria mão de adquirir um rápido conhecimento sobre a área que nos cercava para poder posteriormente talvez usar ao meu/nosso favor. Chegando próximo o suficiente para analisar melhor as pessoas que estavam ali, cerca de cinco metros de Tiger, e seis metros da mulher, interromperia minha caminhada cruzando os braços preguiçosamente logo abaixo dos meus seios, encarando os agressores com descaso e certa superioridade, esboçando um sorriso sereno e confiante enquanto chamava a atenção de todos ali, esperando talvez desconcertar nossos "inimigos" com minha postura, abrindo a brecha da qual necessitávamos para poder reagir em segurança, ou pelo menos com mais chances de sairmos vivos.

- Esperem um momento, o que temos aqui? Isso foi obra sua Tiger? Não vá me dizer que não pagou devidamente os honorários desta moça?!

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Minha suposição em relação a nacionalidade de Hator estava correta, mas eu não imaginava que ela viesse de tão longe, o que foi uma revelação surpreendente. Aquela informação, para mim, era deveras interessante já que meu maior sonho era viajar o mundo e conhecer quantos lugares for possível, mas por hora contive minha vontade de perguntá-la sobre sua cidade natal. A loira revelava também que assim como sua mãe, ela é uma arqueóloga e dedica quande parte do seu tempo a fazer pesquisas e expedições pelos mais diversos lugares. Ouvia com atenção cada uma de suas palavras, achando a história de Hatos fascinante apenas com o breve resumo que ela me contou, notando que em alguns ponto nossos passados e objetivos eram muito parecidos. Por fim não pude conter o riso que surgiu no momento em que a garota terminou sua resposta, fazendo uma brincadeira em relação a nossa atual situação.

Ainda no porto, permaneço ao lado da loira enquanto acompanhava Tiger com os olhos, vendo-o parar sua carroça próximo a embarcação que anteriormente havia chamado minha atenção. "Eu não sabia que ele era um comerciante..." Penso, observando a cena com certa dúvida e desconfiança. Das três pessoas - aparentes - que estavam a bordo, apenas uma mulher desceu pela prancha e parou a uma certa distância do azulado, proferindo algumas palavras que não pude entender por conta da distância. Forço um pouco a visão, apesar de estar acostumado em focar pequenos alvos a grandes distâncias, e volto minha atenção para os outros homens, só então percebendo que um deles estava apontando uma besta na direção do Tigre-azulado.

- Concordo... - Sussurro com um tom equivalente ao ouvir as palavras de Hator, agora com a certeza de que aquele não era um encontro amigável. A garota então me lança um desafio, perguntando se a arma que eu portava era apenas de enfeite ou não. - Acho que deixarei que tire suas próprias conclusões. - Digo com um tom levemente divertido, apesar de estar predominantemente sério no momento. Dito isso, apanho o arco com minha mão esquerda enquanto a direita sacava uma flecha, posicionando-a sobre arma logo em seguida. Calculo metalmente a distância, medindo espaços no chão com os olhos, chegando ao resultado aproximado de cento e cinco metros entre mim e o alvo. A corda era tensionada e a ponta apontada na direção daquele que ameaçava nosso novo amigo, mirando na besta que o mesmo portava.

"Altura atual do alvo cerca de cinco metros, direção do vento dois graus leste, distância aproximada de cento e cinco metros..." Respiro fundo, repassando os cálculos mentalmente, e então o disparo era efetuado. A flecha voava silenciosamente na direção do homem, não com a intenção de ferí-lo, mas sim de danificar sua arma de modo que a mesma não representasse mais uma ameaça.

Alcançando meu objetivo ou não, sacaria outra flecha e a posicionaria novamente sobre o arco, mantendo-a preparada para uma possível necessidade conforme acompanho a loira para mais próximo de Tiger. - Espero que não haja nenhum problema aqui, pois não errarei a próxima. - Profiro fria e calmamente, logo após a brincadeira de Hator. Obviamente preferia que não entrássemos em um conflito, afinal poderíamos chegar a um acordo com uma simples conversa civilizada, mas caso não fosse possível eu não hesitaria.

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Até certo ponto, os planos de Tiger saíram exatamente como o pretendido. Clarramente os ocupantes daquela caravela de gosto duvidoso não o tomaram por uma ameça no momento em que se aproximara. Pelo contrário, consideraram-no uma presa fácil, como ele imaginava que fariam.

E bem, talvez o plano houvesse funcionado bem até demais, pois de fato agora o garoto podia ter certeza que se deparava com piratas reais. O trio prontamente se virou para ele, dando atenção aos bens consideravelmente valiosos que transportava, esclamando que os obteriam sem prévio pagamento. O mais engraçado, para Wax, era o fato de que fora uma mulher quem dissera aquilo. Foram muito pocuas as histórias do velho Bukan onde mulheres estavam envolvidas. Mas aquela era com certeza uma pirata, e mesmo não estando armada, o rapaz sabia que teria que ser cauteloso com ela.

A bem da verdade, a única pessoa armada ali era o homem que se escorava próximo a prancha de desembarque, apontando uma grande besta parao tronco do garoto. Ele deu um esgar de medo - embora por dentro estivesse a dar risadas. Ainda sentado, ele ergueu ambas as mãos para o alto, virando-se de frente para a mulher enquanto descia da carroça e encara os três.

- Oh, oh! Tudo bem, podem levar, podem levar - falaria com uma voz trêmula e tímida, mantendo os olhos presos na ponta da flecha que apontava para si, como que demonstrando estar acuado por aquilo. Mas na verdade, mantinha a vista focada principalmente na mulher, com  o canto dos olhos. Se posicionará em pé a frnete da carroça, próximo do fim da prancha de desembarque, de modo que ele seria obrigada a passarpor ele para iniciar a descarga, ou forçá-lo para longe. Neste momento, o corpo dela serviria como cobertura contra o besteiro. A brecha que ele precisaria para atacar.

"Só um pouco mais perto, ande...Oh, não, diabos! O que eu fiz para merecer isso?"

A pultima parte do pensamento se manifestou quando, surpreendentemente sua "amiga" do almoço apareceu por de trás de si, dirigindo-lhe uma bem humorada brincadeira, mas que ele sabia que poderia desencadear um bendito desastre naquela situação toda. Relanceou brevemente os olhos para ela, num único instante, girando calmamente o corpo para não perter os piratas de vista e então voltou a fitar ijnteiramente o grupo hostil.

"Ah... Então você também é capaz de lutar... Espero que saiba muito bem como usar estas lâminas que carrega, porque a situação está prestes a ficar um pouco descontrolada..."

- Ora, Hator-chan! Não esperava revê-la tão cedo - responderia num tom agradável e tranquilo, destroçando quaisquer chances de meu prévio fingimento de incapacidade funcionar - Você me ofende... Realmente acha que eu pagaria por este tipo de serviço? Se eu fosse fazer isso, imagino que escolheria pelo menos alguém a quem valesse a pena pagar...


Nem bem houvera tempo para minha frase provocativa emplacar seu efeito, e uma veloz seta caíria diretamente na direção da besta que em mim mirava.

[Off:] Narração a partir daqui só deve ser considerada caso a flecha de Yoshino tenha atingido o alvo [/Off]

Caso o oponente tenha sido desarmado, eu explordiria com toda a minha velocidade diretamente para cima dele, a uma surpreendente taxa de trinta e dois metros por segundo, mirando uma cotovelada direta em sua garganta, usando o peso do meu impulso para aumentar a força do dano. Faria a corrida de forma a oblíqua, podendo assim acompanhar a movimentação do terceiro ocupante do barco, para poder abortar meu movimento caso este fosse rápido o bastante para tentar me antecipar; caso ele o fizesse, firmaria um dos pés no chão, girando levemente o corpo na direrção de onde ele atacaria, respondendo com um forte chute giratório na zona das costelas. Quanto a mulher, contaria com Hator para me dar a devida cobertura.

Considerando que minha distância para o besteiro não deve ser superior a dez metros, já que estou no final de uma prancha de desembarque de caravela, demoraria menos de um segundo para chegar nele, que ainda estaria atordoado pelo choque da flecha contra a arma em suas mãos. Caso a mulher interpelasse meu caminho, antes que Hator fosse capaz de interferir, tentaria atingí-la com uma fortíssima joelhada na boca do estômago.  

[Off2:] Narração a partir daqui só deve ser considerada caso a flecha de Yoshino NÃO tenha atingido o alvo [/Off]

Aproveitando do breve momento de distração pela veloz flecha que passara por si, TIger se direcionaria a toda sua velocidade, procurando abraçar a mulher na linha de cintura, e mantê-la como uma refém. Apertando de forma forte e, se possível, envolvendo-lhe um dos braços (ou ambos). A distância entre ambos deveria ser inferior a dois metros, considerando a posição em que estavam, e a velocidade inumana de trinta e dois metros por segundo, aliada com o choque que a mulher estaria, deveriam dar vantagens o bastante para o garoto consegiur realizar seu plano.

Caso a tenha prendido, caminharia na direção da prancha do navio, usando-a como escudo humano e refém.

- E então, docinho? Talvez agora eu de fato lhe deva honorários, não?

Ps.: Considerar última fala apenas se Tiger for bem sucedido na imobilização.
=======


Considerações:

O Desconto de Stamina será feito, caso a minha primeira opção de narração tenha surtido efeito.
Acho que no mais, tudo está bem claro no post.

Link do Role Play Anterior: [Role Play] Aventura: Em busca de Liberdade, lançando-se ao mar! - Part 1

Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura, a não ser por:

Formar uma tripulação pirata com Hator Riviere e Yoshino Takigawa



Status - Tiger D. Wax
HP: 215/225
Stamina: 200/200 (ou 190/200)
Velocidade: 32m/s

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Silvers Rayleigh

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Game Master (GM)
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Narrador;

A cada instante que se passava, a dupla de perseguidores iam se conhecendo mais e mais, e um laço dali começava a surgir. Há quanto tempo se conheciam? Quarenta minutos? Talvez até menos, mas isto foi tempo suficiente para que pudessem ter certa consideração pelo outro. E não se limitava apenas a dupla, como também incluía Tiger, e tudo havia começado naquela taberna, onde todos haviam ido simplesmente para almoçar. Um único fato era possível mudar a vida de pessoas, e eles eram a prova real disto, porque estava claro que aquele dia seria marcante para todos.

Com o jovem azulado na mira de três piratas, Hator demonstrava preocupação. Não de forma explícita, mas não hesitava em querer ajudar aquele recém-conhecido, independente da decisão de Yoshino. Felizmente, o arqueiro também estava disposto a ajudar, e estava decidido. Iriam botar suas vidas em risco só para dar uma mãozinha a Tiger, e pareciam não dar a mínima para as consequências daquela ação. A dupla passava a analisar a situação, e logo apareceriam em cena.

Enquanto isto, Tiger não fazia a mínima ideia de que contaria com ajuda, mas estava confiante em acabar com aqueles três piratas sozinho. Subestimava aquela tripulação, e mal sabia ele que sozinho, acabaria se suicidando, tudo porque ainda não tinha visto nada do que a tripulação era capaz. Mas se virando com o que tinha a seu favor, se dava uma de inocente e utilizava a mulher que havia descido até sua frente como um escudo, para o homem que apontava a besta para si. Quando o homem da besta se deu conta de que havia perdido a mira de seu alvo, estava pronto para contestar, mas algo inesperado acontecia.

Uma seta rasgava os céus de forma esplêndida, e um tiro certeiro acertava o centro da besta, que não aguentava o dano recebido e se partia ao meio, fazendo com que a seta a atravessasse e caísse cravada no convés do navio. Os três tripulantes, por um momento, olhavam com os olhos arregalados, tentando entender da onde aquilo tinha vindo. Aquele tiro excepcional - que nunca que seria realizado por um mero arqueiro - havia sido obra de Yoshino, que até agora, estava fora do campo de visão de todos. Avançou juntamente com Hator-chan, que lançava algumas palavras bem humoradas para o jovem azulado, que logo retrucava.

Aproveitando aquela distração de todos, o jovem azulado simplesmente explodia numa velocidade de trinta e dois metros por segundo para cima do atirador, que agora de mãos vazias, se tornava um cone para o resto da tripulação. O único problema era o terceiro homem, que ainda se matinha quieto no navio, que estava presente no caminho entre Tiger e o atirador. Dotado de alto reflexo, desviava do golpe que Tiger dirigia a ele com certa facilidade, simplesmente dando um pequeno salto para trás, numa velocidade que chegava a ser ainda superior a trinta e dois metros por segundo. Assim que seus pés tocavam o chão, se flexionava de maneira exagerada e ia com toda velocidade para cima do jovem. Seu punho estava indo rumo ao estômago de Tiger, mas o que o jovem não sabia era que lutava contra um assassino experiente. Por baixo de sua manga, uma adaga que perfuraria-o se nada fizesse.

A mulher da tripulação simplesmente observava o jovem subir para dentro do navio, mas seu olhar estava cofiante, botando confiança de que seu parceiro daria conta. Por hora, ela se preocuparia apenas com Hator-chan, que parecia se oferecer para ser sua oponente. Cerrava seus punhos, e avançava para cima da arqueóloga. Seu objetivo era um só: afundar a sua mão na cara da loirinha, com toda a força que pudesse. Embora mulher, seu estilo de luta consistia em golpes fortes e potentes, causando grande estrago em tudo que estivesse em seu caminho. Com ela, tudo se resolvia na força bruta.

Nem Tiger e nem Hator poderia notar por estarem distraídos com seus oponentes, mas outras duas pessoas estavam se dirigindo para aquele navio. Um era homem grande e um tanto velho, careca e dono de uma comprida barba, mas com um manto que estava envolvendo seu corpo todo, do pescoço abaixo, que se arrastava pela areia daquele local - inclusive, todo o redor era apenas areia, areia e oceano. Ao lado do meio gigante, um homem que mesmo de tamanho normal, parecia minúsculo. Em suas costas, duas lâminas presas, que formavam um X. Caminhavam despreocupadamente, e apenas observavam o que ocorria no navio.

O atirador, que agora estava sem sua arma, se sentia sem função alguma ali e aproveitava o momento de distração de todos para sair dali. Dava as costas para todos e caminhava de maneira apressada para dentro do navio, como se tivesse algo para fazer por lá.

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First act...


Apesar de não duvidar realmente das habilidades de Yoshino, confesso que este superou totalmente minhas expectativas, atirando uma flecha que rasgou o céu em resposta a minha provocação, acertando em cheio a besta que mirava em Tiger, e partindo-a violentamente, assustando a todos simultaneamente. Incapaz de acreditar no que meus olhos viam deixei que escapulisse de meus lábios uma breve risada, acompanhada por um "uau" que esperava ter sido audível apenas para o olhos de vidro. Entretanto não tive muito tempo para elogia-lo devidamente já que no momento seguinte Tiger nos olhou de relance, me respondendo com o mesmo humor negro o qual eu havia usado para chamar sua atenção anteriormente, o que me arrancou mais uma risadinha e um sorriso de canto... - Isso é o que acontece quando alguém não se despede devidamente das pessoas, não me culpe se foi você que se recusou a dizer adeus. - Dei uma pausa aumentando notavelmente meu sorriso antes de continuar... - Aliás, fico feliz de saber que possui o mínimo de olhar critico para mulheres. Hehehe - No entanto fui surpreendida quando nosso tigre avançou para caça sem aviso prévio em alta velocidade, ignorando completamente a mulher que era alvo de nossas provocações e partindo pra cima do homem que mirava a besta em sua cabeça anteriormente. Não movi um músculo já imaginando que Tiger o aplicaria uma surra a qual o impediria de mirar novamente qualquer coisa por um longo período de tempo, porém o terceiro homem que se mantivera em silêncio todo o tempo entrava na luta nesse momento, sendo que este estaria entre Tiger e o atirador. Com uma movimentação ainda mais rápida que a de Tiger, desviou do golpe que seria aplicado pelo azulado, se flexionando como uma mola humana e avançando contra ele, mirando seu punho em algum lugar da barriga do nosso amigo. Em alerta, não pude conter uma oscilação que aumentou minha voz de leve, mudando minha feição sorridente para uma cara séria e preocupada...

- Hey, cuidado!!

Mas não tive tempo de ajudar ou se quer observar o desfecho daqueles golpes, pois a minha frente a mulher já partia para cima de mim com seus punhos cerrados como uma rocha se dirigindo ao meu rosto. Com sorte poderia contar com os seis metros de distância que havia mantido dela, e ainda que não fossem muito, me dariam certo tempo para reagir, já que seu golpe consistia em um simples soco na face sem muito segredo. Obviamente eu não planejava medir forças com uma pirata experiente e furiosa, uma simples pessoa comum como eu não poderia competir em termos de força e brutalidade com aquela "cavala". Entretanto para minha sorte, a mesma não parecia possuir muita inteligência já que usava de um golpe desprovido de qualquer tipo de estratégia ao meu ver, e planejava, se possível, usar daquilo ao meu favor, já que estratégia e agilidade eram os meus fortes. Em minha velocidade máxima acertaria um chute de baixo para cima raspando no chão em direção a minha rival, visando levantar uma boa quantidade de areia em direção aos seus olhos dificultando sua visão, e logo em sequência me abaixaria na mesma velocidade tentando escapar de seu soco, levando ambas as mãos aos cabos de meus Khopeshs, mão direita no do lado esquerdo, e mão esquerda no direito, e só então esperaria o exato momento onde o soco da pirata atravessaria o ar acima de minha cabeça, calculando cada segundo para me levantar novamente ao lado de onde seu braço estaria esticado desembainhando minhas espadas em máxima velocidade tentando aplicar um golpe em "x" no peito da mulher, de baixo para cima, me afastando com um salto para trás logo em seguida independente de ter acertado o golpe ou não, visando manter 5 metros da mesma.Tentaria todos os movimentos citados acima em minha velocidade máxima, visando utilizar de toda a minha esquiva e agilidade para isso.

Status - Hator Riviere
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Stamina: 230
Velocidade: 34 m/s
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The Begining...
Atingindo com precisão o objeto alvejado, obtive êxito em desarmar e - por hora - inutilizar um dos nossos oponentes, nos dando uma certa vantagem perante a situação. A flecha daquele homem não mais ameaçava Tiger, que por sua vez aproveitou daquela distração para avançar violentamente barco adentro e tentar golpear o homem que estava entre ele e o atirador; sem sucesso. Aquele pirata evidentemente tinha experiência em combate, pois desviou-se do azulado sem muita dificuldade e logo tomou impulso para contraatacar, demonstrando uma velocidade ainda superior. A voz de Hator percorre o campo de batalha, aletando Tiger do perigo imimente, e é nesse momento que decido agir.

Já com a flecha preparada, elevo o arco e efetuo um disparo na direção do pirata que ameaçava o azulado, visando atingir o braço cujo qual ele iria realizar o golpe. Minha intensão era, além de ferí-lo, auxiliar meu companheiro no combate, dando-o uma vantagem sobre nosso oponente. Enquanto isso, Hator e a mulher também iniciam um combate, fazendo-me recuar diagonalmente exatos cinco metros na direção oposta da arqueóloga, uma vez que ao seu lado eu poderia acabar sendo atingido pela "cavala" que a enfrentava.

Agora estando a cerca de quinze metros da embarcação, avisto duas figuras misteriosas caminhando na praia, as quais pareciam vir em nossa direção. Eram dois homens, sendo que um deles era grande e um tanto velho, careca e dono de uma comprida barba, mas com um manto que estava envolvendo seu corpo todo, do pescoço abaixo, que se arrastava pela areia. Ao lado do meio gigante, um homem que mesmo de tamanho normal, parecia minúsculo. Em suas costas, duas lâminas presas, que formavam um X. - Tomem cuidado, há dois homens suspeitos se aproximando pela praia! - Anuncio em alerta aos meus companheiros, deixando uma nova flecha preparada.

Com o canto dos olhos, percebo a movimentação do atirador, que caminhava apressado em direção ao interior do  barco. Em resposta, disparo uma flecha na direção de sua perna esquerda, tentando atingir sua coxa. "Não deveria dar as costas os seus oponentes." Penso, independente do resultado.

P.S: Todos os meus movimentos foram realizados em velocidade máxima (34 M/s).

• Off: Pessoalmente acho que ficar citando a velocidade dos movimentos na narração prejudica sua estática. Espero que não haja problemas em citá-la dessa forma.

Status - Yoshino Takigawa
HP: 200
Stamina: 200
Velocidade: 34 M/s
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"Até que enfim, um oponente que vale a pena enfrentar..."

Foram os pensamentos de Tiger no exato momento em que, se movendo com uma velocidade que parecia ser até mesmo superior a sua própria, o terceiro membro daquela tripulação se dirigia para a luta. Parecia ser um pirata muito acostumado a lutas, pois esquivou do chute circular do garoto com certa facilidade... Até mesmo, naturalidade, talvez, deixando que o golpe passasse no vazio, enquanto enviava algo que o garoto percebia como um soco na direção de seu ventre exposto. A empolgação e o medo tomaram conta do rapaz. Mas sua experiência na selva e seus anos de treino árduo foram ainda superiores a isto.

Embora fosse a primeira ameaça real enfrentada pelo garoto, inúmeras vezes ele já fora sobrepujado em velocidade e, até mesmo, em habilidade durante o tempo em que era treinado por verdadeiros mestres das artes marciais. Embora seu consciente alertasse de um imenso perigo e lhe assustasse, seu sub-consciente e sua memória muscular entravam agora em ação. Sua perna direita ainda girava no ar, passando onde antes deveriam ser as costelas de seu adversário, e um pesado punho descia a toda a velocidade na direção da sua barriga.

Sem hesitar, o garoto baixaria o cotovelo esquerdo, ainda aproveitando da força e velocidade de seu giro anterior, na direção do pulso do seu inimigo. Mesmo que este pudesse ser mais rápido do que Wax, o rapaz já estava no movimento de meio-giro da direita para a esquerda (em seu chute), e com a atenção totalmente virada para o novo inimigo; assim, poderia usar a força e velocidade do oponente, contra ele mesmo, pois tão logo o punho passasse a guarda de Tiger, o cotovelo do rapaz cairia com extrema força sobre seu pulso - ou talvez ante braço, devido a diferença de velocidades. O que importa, é que o golpe defensivo seria feito ainda em meio ao giro, com o braço levemente angulado, visando desviar o golpe do adversário de sua trajetória original.

Caso este pesado contra-ataque fosse bem sucedido, somaria as forças do azulado e de seu oponente, bem como suas velocidades, e o desvio de trajetória seria iminente. Considerando que o rapaz seguiria girando, o mais provável seria que o braço do algoz passasse ao lado esquerdo de seu corpo, sob o braço que aplicara a cotovelada. Sendo assim, este seria um movimento duplo de defesa, todo feito a velocidade máxima de Tiger, mesmo esta sendo um pouco inferior a de seu adversário, e reduzindo a área de seu corpo - tirando a barriga do caminho - e desviando o golpe para o lado, as chances do rapaz de escapar ileso aumentavam exponencialmente.

Praticamente simultâneo a esta rusga, uma nova flecha de Yoshino rasgava os céus assobiando na direção da dupla de contendentes. A seta tinha por alvo o braço daquele que Tiger enfrentava - mais precisamente, seu bíceps. Porém, caso o rapaz o houvesse atingido com o cotovelo, o mais provável é que, devido ao desvio para baixo e para o lado, a seta cravar-se-ia no ombro do poderoso lutador, arremessando o corpo para o mesmo um pouco para trás, devido ao impacto do choque. Caso não, talvez atravessas seu braço no centro do músculo antes citado, empurrando-o para junto do corpo e provocando um espasmo no músculo que provavelmente impediria o golpe. Ambas opções talvez não acontecessem, embora fosse ser particularmente difícil evitar a seta que vinha de longe.

Independentemente do resultado do disparo, a esta altura o meio giro de Tiger estaria completo. Seu pé direito aterrizaria no chão, entre as pernas de seu adversário, dando-lhe uma posição favorável ao combate. O rosto de Wax estaria virado totalmente na direção do homem. Sabia que não poderia deixar o outro braço daquele maldito livre para agir. Então, imediatamente após ter - ou não - desviado o golpe contra seu estômago e seu adversário ter - ou não - sido atingido pela flecha do rapaz de olhos de vidro, o jovem que iniciara aquilo tudo arremeteria o braço direito com toda a sua força e velocidade num potente soco contra a boca do estômago de seu oponente.

Devido a movimentação de ambos, a distância entre o peito de ambos não poderia ser maior do que vinte e cinco, talvez trinta centímetros, e tendendo a aproximação, dado ao giro do rapaz (recém finalizado) e ao "soco" do pirata (já desviado ou não), ambos em direções concorrentes. Este soco do garoto teria por razão de ser obrigar que o adversário se protegesse utilizando o outro braço, pois uma esquiva seria muito difícil devido a posição das pernas de Tiger.

Mantendo-se atento as reações do inimigo, após o soco Tiger aproveitaria a posição de sua mão esquerda para efetuar um último e brutal ataque. Como todos os movimentos se davam na velocidade insana que ele desenvolvera durante seus anos de treino, o giro e o bloqueio de cotovelo teriam sido realizados quase simultaneamente, de modo que quando o soco tivesse sido "disparado", o braço esquerdo de Wax estaria angulado com o cotovelo para baixo e o punho para cima, na direção da face e da guarda aberta de seu oponente.

- Haritê! - gritaria enquanto lançasse sua palma esquerda com toda a força na direção do queixo de seu adversário, utilizando-se da explosão muscular e de toda a velocidade que pudesse imprimir...

=======
Observações sobre a Luta:

1 - Considerei que nossa posição estava levemente "de lado" para Yoshino, já que nem ele, nem o narrador, explicaram qual seria o ângulo, de modo que estou definindo que foi assim que considerei para os fins desta narração, de modo que não corro riscos de ser alvejado pela flecha.
2- Como ele se aproximava de mim, nossa diferença de velocidade não contara tanto, já que aproveitei a velocidade dele para passar sua guarda e aplicar minha técnica após uma leve distração e aproveitando movimentos da última rodada.
3- Novamente, a diferença não importará tanto agora, já que estamos absurdamente próximos, já que ambos os combatentes se aproximavam um do outro
4- Tu não citastes antes que ele estava a frente do besteiro, de modo que na minha última narração considerei que estava ATRÁS. Meu personagem enxergava a configuração do navio, então atende para dar este tipo de dados antes, se não fica muito desleal para com nós, jogadores.

Considerações:

O Desconto de Stamina será feito, caso a minha primeira opção de narração tenha surtido efeito.
Acho que no mais, tudo está bem claro no post.

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Objetivos seguem os mesmos do começo da aventura, a não ser por:

Formar uma tripulação pirata com Hator Riviere e Yoshino Takigawa



Técnica Usada
Nome da Técnica: Haritê
Descrição: O lutador realiza um forte golpe utilizando a parte de baixo da palma de sua mão. O golpe geralmente é dado de baixo para cima contra o queixo do adversário, mas pode ser usado de maneira horizontal contra qualquer parte do corpo. Consiste em um ataque de precisão em que o lutador utiliza de toda a sua força. Pode ser usado para se defender de golpes físicos ou desviar ameaças.
Ex.: Usar o golpe contra o punho de um espadachim que dirige um ataque com sua lâmina, para desviar o corte.
Imagem:

Tipo: Dano/Defesa.
Edc: Kakutōgi
Rank: F
Custo: 40
Duração: Instantânea.

Status - Tiger D. Wax
HP: 215/225
Stamina: 140/200
Velocidade: 32m/s

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