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One Piece RPG

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[Role Play] Acreditando em uma mudança interna

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Akise Aru

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Recruta
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O dia estava normal, um típico dia quente de Logue Town, as pessoas entravam e saiam daquela velha estalagem enquanto duas mulheres, uma com cerca de quarenta e outra com mais de sessenta, trabalhavam incansavelmente. Em um dos quartos, provavelmente o mais simples, um rapaz de longos cabelos verdes estava sentado em frente à uma mesa repleta de livros. Um desses estava aberto e com seus olhos azuis o garoto pulava de palavra em palavra, lendo extremamente rápido mas ainda assim muito atento. Nas paredes do quarto várias folhas de caderno repletas de anotações estavam pregadas, algumas anotações eram feitas na própria parede. Os livros ali presentes eram em seu geral de história, sociologia, antropologia e política, além de uns poucos sobre artes marciais, e nenhum deles parecia que ainda não fora lido ou pelo menos folheado. 

 - Aru, desça para ajudar sua avó... - Gritara a mulher que aparentemente era a mãe do rapaz.

Akise nesse momento se levanta e vai em direção à porta. Hoje finalmente era o dia de contar para sua família que decidira partir, que tentaria ingressar na marinha. Já com a mão na maçaneta, o jovem parecia hesitar, abaixando a cabeça e recuando.

" Eu não quero ficar preso aqui para o resto da minha vida. Há tantas coisas que esses livros me mostram e que eu quero ver com meus próprios olhos. Tanta beleza que quero apreciar e tanta feiura que espero poder concertar. Definitivamente não ficarei aqui. "

Envolto por seus pensamentos, o garoto parece entrar em modo automático. Abre um caderno, rasga uma folha e começa escrever com certa agilidade. O mesmo não parecia ler o que escrevia, apenas deixava as palavras fluírem. Após terminar não ousa revisar, apenas deixa-o em cima da mesa. Embora estivesse apenas com a roupa do corpo, Aru vai até a janela, abre-a e salta para fora. Seu quarto ficava no primeiro andar da estalagem, a uma altura de no máximo dois metros e meio. Ao pousar no chão o rapaz flexiona as pernas, absorvendo o impacto. Não era a primeira vez que fazia aquilo.

" Espero que entendam. "

O jovem olha para trás apenas uma vez, logo após isso parte para o centro da cidade em direção ao quartel general da mesma. Não estava muito longe, por isso em alguns minutos enxerga a famosa fortaleza da marinha. Movido por uma momentânea animação, o garoto começa a correr com um sorriso no rosto, mas logo se contem, tentando passar uma imagem séria, fechando a cara e voltando à andar. Esse sabia que a marinha estava longe de ser a instituição mais honesta deste mundo, mas também sabia que era uma boa oportunidade pra exercer seus ideais. Ele queria ajudar as pessoas, mudar o mundo, e embora possuísse uma visão extremamente idealista, sabia que isso era algo muito difícil e que teria que enfrentar todo o tipo de gente. Talvez o mesmo, por crescer em uma família simples, com duas mulheres trabalhadoras, fosse sim um pouco inocente, mas estava disposto à fazer quase tudo para conseguir cumprir seus objetivos. Até morrer.

" Esse é o momento, poderei finalmente fazer algo útil. "

Assim que chegasse à entrada do quartel, o novato buscaria se alistar para recruta.




OBJETIVOS
- Entrar na Marinha. Além de conhecer o máximo possível sobre ela e seus membros.
- Achar meios de se tornar mais forte.




Atributos


♦For: 5
♦Cons: 8
♦Res: 2
♦Vigor: 6
♦Des: 7
♦Agi: 10

Status

♦HP: 200 
♦Stamina: 240
♦Douriki: 195
♦Atq: 24
♦Precis: 140
♦Deff: 20
♦Esquiva: 160
♦Bloc: 255
♦Velocidade: 34 m/s

Ofício:
Historiador
Estilo de Combate:
Kakutōgi

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Gol D. Roger

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Game Master (GM)
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O garoto deixava apressadamente sua casa. Era um dia de sol ameno, com poucos nuvens e uma leve brisa soprando por entre os vários prédios de Loguetown. O rapaz pulou de sua janela e saiu em debandada na direção do centro da cidade.

Embora não morasse muito longe dali, Logue era uma cidade grande e cheia de pequenas ruelas, o que fez com que o trajeto do rapaz se atrasasse em alguns minutos, até que ele finalmente enxergasse o imponente prédio que respondia pelo comando geral dos marinheiros do East Blue. Era um prédio todo pintado em azul, com partes em um tom mais forte, formando desenho de ondas sobre o azul mais claro. Em frente ao prédio, dois soldados de camisas brancas, calças e lenços azuis e bonés com a inscrição "Marine", guardavam a porta com mosquetes descansando em seus ombros.

Tinham olhares sérios para o restante da rua, e seria impossível alguém se movimentar na direção de seu Quartel, sem que eles percebessem...


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Akise Aru

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Recruta
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Akise, já em frente ao prédio da marinha, analisa por alguns momentos os guardas. Aparentemente era preciso falar com eles antes que pudesse fazer qualquer outra coisa. O rapaz caminha até esses e primeiramente inclina seu corpo para frente, em sinal de respeito. Após isso, já com sua postura normal, sempre com o corpo muito ereto, o mesmo começa sua fala:

 - Boa tarde, meu nome é Akise Aru, tenho 18 anos e gostaria de saber onde eu posso me alistar para a Marinha. -  Inicia em um tom bem neutro e respeitoso.

Seus olhos, após sua fala, passam de um lado para o outro, analisando o local e os possíveis acontecimentos, mas ao fim voltando a ficar voltados aos guardas.

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Gol D. Roger

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Game Master (GM)
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- Hum? Um recruta, hãn? Bem, me siga, vou levá-lo ao sargento. Ele cuidará de seu alistamento. Incrível como tantos novatos tem chegado hoje em dia...

O homem da direita respondia com voz séria e firme, enquanto se virava na direção do interior do prédio, aguardando que o garoto o seguisse. Tão logo dentro do estabelecimento, outros dois soldados da marinha o cercaram. Não se deram ao trabalho de revistar o garoto, mas ele estava sob estreita vigilância. Ninguém queria uma bagunça em pleno QG da marinha. Não ser apropriado.

Após virarem em dois corredores, chegaram a uma pequena saleta. Dentro dela, um homem vestido num estranho macacão, fumando um longo cachimbo os aguardava. Deveria ter um metro e oitenta, ombros largos e bom porte físico. Uma longa chave de boca pendia de sua cintura. O homem seria facilmente confundido por um forte mecânico sujo de graxa, trabalhador do cais da cidade; não fosse pelo boné da marinha adornando sua cabeça, e, no ombro direito de sua camiseta, as divisas de sargento se destacando em meio a cor escura da veste.

O soldado que guardava o portão saudou-o como sargento, anunciando o motivo deles ali.

- Ho. Mais um recruta. O que o faz pensar que pode ter alguma utilidade para nós, koso? - o queixo quadrado escurecido pela sombra de uma barba se angulava enquanto a voz grave saía em tom descontraído...

=======

Off.: "Koso" = Garoto, em japonês; aportuguesei apenas para dar algum ar diferente na narração, =P

Desculpe a demora, tive problemas no final de semana

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Akise Aru

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Recruta
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OFF: Sem problemas, cara.




Akise seguia o guarda, observando tudo ao seu redor. O rapaz se sentia vigiado, mas entendia a normalidade do procedimento. Ele é levado até um sargento, logo ao avistá-lo o mesmo junta os braços na lateral do corpo e inclina-se para frente, novamente em sinal de respeito. O homem dirige uma pergunta à Aru e esse respira fundo antes de responder.

" Devo considerar tudo como um teste, é preciso ter cautela. "

 - Bom dia, senhor... - Começa, sempre com seu tom educado. - Eu reconheço que a Marinha é a instituição perfeita para proteger as pessoas... - Continua sem mostrar qualquer dúvida em sua voz, embora as tivesse.

" Não pretendo me mostrar ingênuo, mas não acho que aqui seja um ambiente para fazer críticas. Devo seguir calmo e imparcial. "

 - E, embora ainda não me considere uma pessoa forte, esse é meu objetivo. - Explica-se. - Sei que isso não responde minha utilidade, mas na realidade ainda não possuo muitas. Tenho dezoito anos e tudo que fiz até agora foi ler sobre o mundo, e cheguei à conclusão que não ajudarei em nada se continuar apenas lendo. - Segue com uma postura firme, mostrando toda sua convicção. - Então meio que é isso, não sou útil para vocês ainda, mas espero poder ser.

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Gol D. Roger

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Game Master (GM)
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- Hahhahahaha! Você encontrou um garoto de espírito estranho hoje, Zerrou-san - dizia o sargento se dirigindo ao marinheiro que recebera Akise no portão - vamos ver o quão grande e o quão reais são sua determinção, Zerrou vai levá-lo a nossa área de treinamento dos recrutas. A esta hora já deve estar vazia, ali veremos do que você é feito.

Dito isso, o sargento apenas fez um sinal com a cabeça, e o outro soldado conduziu Akise por uma série de corredores, após isso, subiram uma escada, saindo então por uma porta que dava para a luz do dia em um dos terraços do quartel. Ali, barras, alteres e todo o tipo e sorte de equipamentos de academia estavam dispostos. Bem como cordas, shinais, e uma variedade de outras armas de treinamento. O local contava também com uma pista oval de corrida, estranhamente inundada com água, como se de uma calha se tratasse.

- Muito bem, garoto! Para começar, coloque isto em suas pernas - começou o homem que se chamava Zerrou, alcançando nas mãos de Aru duas grandes tornozeleiras de ferro. Cada uma deveria pesar cerca de dez quilos. Para acompanhá-las, duas munhequeiras de chumbo também lhe foram dadas. - Vista-as. Vamos começar com um aquecimento. Vamos ver quanto tempo você leva para dar sete voltas na pista molhada.

Atrás de Zerrou, o sargento assistia à cena com um vívido olhar de interesse. Algo nos modos tímidos e estranhamente determinados do rapaz haviam chamado a atenção do sub-oficial, e agora ele queria ver do que o garoto era capaz. A pista na qual ordenavam que Akise corresse, era um circuito oval que circulava toda a zona de treinamento, tendo cerca de cento e cinquenta metros de trajeto. Era completamente inundada, como uma calha d'água, que o garoto logo descobriria lhe atingir a altura da cintura ou umbigo, dependendo de o quão cheia estivesse. Correr seis voltas ali seria, sem dúvidas, cansativo.

Mas o rapaz pedira para ser testado, e então agora, testado ele seria.

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Akise Aru

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Aru ouvia as falas do sargento, sorrindo quando o mesmo cita seu "espírito estranho". Após isso é levado à área de treinamentos, o garoto estava sempre analisando muito bem os ambientes, percebendo a grande variedade de instrumentos que auxiliavam nos treinos. Zerrou, o homem que o acompanhava, entrega para o mesmo equipamentos que dificultariam seu treino, mas Akise apenas agradece:

 - Muito obrigado, senhor. - Responde já colocando as tornozeleiras e pulseiras. 

" Isso é mais pesado do que imaginei. "

O rapaz passa um tempo sentindo o peso dos instrumentos, relaxando o corpo e tentando estabelecer seus limites. O treino era dar sete voltar em circuito oval com cerca de cento e cinquenta metros de pista alagada, algo aparentemente bem difícil. Entretanto o jovem mantem uma postura confiante, sempre transparecendo não ter dúvidas ou arrependimentos. Akise nunca havia treinado pesado, embora sempre lesse dezenas de livros sobre artes marciais e seu corpo fosse relativamente saudável, devido às inúmeras atividades que realizava na estalagem de sua família, que variavam desde a limpeza do local, até carregar a bagagem dos hospedes, muitas vezes subindo longas escadas com diversas malas. Seu corpo já estava acostumado, então o mesmo caminha até o local da pista. Caminhar parecia uma tarefa mais difícil que o normal, o que já era esperado. Ao chegar no circuito o jovem entra na água, essa na temperatura ambiente e batendo na altura de sua cintura. Aru já estava na marca do início, ele então olha para os superiores com um olhar determinado e depois volta seus olhos para a pista.

 " Eu queria ficar mais forte, é isso que estão me oferecendo. "

O rapaz cruza os dedos atrás da nuca, apoiando o peso das munhequeiras em seus ombros, para que ele não desestabilizasse sua postura. Esse então começa a se movimentar, inicialmente é muito difícil se acostumar, mover suas pernas na água era cansativo, ainda mais com os pesos, embora esses não fossem nada exagerado. O garoto não corria, mantinha um ritmo não muito rápido, mas mesmo assim demonstrava dar tudo de si. Os primeiro cem metros foram um pouco atrapalhados, mas logo o novato parecia se estabilizar. Inicialmente o cansaço não atrapalhava em nada, já que era cedo e Akise não havia feito tava extravagante durante o dia. Com o passar do tempo, e consequentemente das voltas, seu corpo começa a revelar como o treinamento era difícil. Ele já estava na quarta volta quando seus músculos começaram a doer de verdade.

" Foco, apenas mantenha o foco. "

O jovem não desviava os olhos da pista, até fechando-os por alguns momentos. Embora sempre atento, sabia que não era o momento de se distrair, por isso segurava a vontade de olhar para os marinheiros. Como já havia passado da metade da meta, o rapaz começa a se esforçar um pouco, visando aumentar sua velocidade um pouco, sem extravagâncias. Sabia que isso o deixaria cansado ainda mais rápido, mas em compensação, quanto mais rápido terminasse, mais rápido poderia sair daquela situação e talvez quem sabe até impressionar seus avaliadores. Suas pernas estavam um pouco doloridas e se não estivesse controlando sua respiração desde o começo, provavelmente estaria ofegante. Inspirava pelo nariz e expirava pela boca de modo contado, nunca muito rápido ou muito devagar. Estava na última volta, sua velocidade já estava um pouco mais lenta, mas ainda assim não conseguira evitar o sorriso quando cruzou a última marca. Por fim, após o término, virava o rosto para o sargento e Zerrou enquanto saía da água, relaxando seu corpo.

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Gol D. Roger

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O garoto demonstrava uma vontade excepcional. Mesmo confrontado por um desafio difícil e exaustivo, no qual a maioria dos recrutas costumavam falhhar, Aru demonstrara ser capaz. Mas levara bem mais tempo do que havia imaginado. FOra quase uma hora e meia de "corrida".

O peso de seus itens de treino, das ropas molhadas, e a força extraordinária que era necessária para se mover com metade do corpo imerso, cobravam um preço imenso. Ao deixar a pista, de volta a uma zona seca, o rapaz era capaz de sentir como se estivesse dez vezes mais leve. E também, como se não fosse capaz de dar se quer mais um passo. O rosto que ele virava a seus avaliadores, embora confiante, era o de um jovem exausto e repleto de cãibras. O sargento lhe sorriu.

- Vejo que você não mente, garoto. Há um pouco de fibra em você que talvez possamos usar, hahahaha! - o homenzarrão parecia ainda mais confiante e alegre agora. Sua cara barbada exibia para Akise um caloroso sorriso, que de alguma forma também era malicioso, como que para alertar o garoto que sua provação havia recém iniciado. - Zerrou vai lhe mostrar onde trocar essas roupas encharcadas pelo uniforme de treino dos soldados deste quartel. Quando estiver de volta aqui, receberá novas instruções. Ora, vamos! Melhore está cara, acabamos de terminar o aquecimento!

Em seguida, o soldado que havia acompanhado o jovem aspirante a marinheiro desde o portão o conduzia a um dos cantos do campo de treinos, onde uma segunda porta se abria para o interior do prédio da marinha. Lá, um conjunto de regatas brancas e calças azuis aguardava pelo jovem. Haviam armários e chuveiros.

- Não serão necessários sapatos, rapaz. Tome uma ducha num dos chuveiros e vista seu uniforme de treino. O sargento parece ter gostado de seu entusiasmo. É uma pena para vcoê... Vamos ter uma manhã bem longa.

Uma vez que o garoto estivesse devidamente paramentado, seria reconduzido por Zerrou, esse homem que já era praticamente um padrinho de AKise na marinha, de volta a área de treinos do terraço. Uma vez ali, novos equipamentos de treino seriam-lhe entregues. Para substituir as munhequeiras e tornozeleiras, seria entregue ao garoto um cinturão. Feito de ferro e extremamente desajeitado, com aderessos de chumbo que aumentavam ainda mais seu peso. Aquele maldito item deveria pesar quase quarenta quilos, e era com ele que o garoto deveria seguir um circuito simples, conforme lhe instruiam os dois supervisores:

Correr até uma grande corda de doze metros de altura, e escalá-la até o final, tocando um sino que aguardava no travessão onde ela era presa. Deveria então descer pela corda - sem saltar - e seguir até uma das barras, onde deveria realizar dez repetições do exercício. Feito isso, seu próximo destino eram os halteres. Grandes o bastente para lembrarem marretas em tamanho, ele deveria pegar cada um com uma das mãos, e executar quatro socos, dois com cada uma de suas mãos, em maneiras alternadas. Cad hálter pesava vinte e cinco quilos. Terminado tudo isso, deveria correr de volta ao início do circuito e repetí-lo. Isso, quantas vezes fossem possíveis na próxima hora e meia. Era, de fato, uma rotina de treinos bem árdua. A distância entre cada um dos aparelhos era de cerca de cinquenta metros.



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Akise Aru

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Akise, finalmente contente por encerrar o exaustivo treino, não consegue evitar que seu sorriso seja quebrado ao descobrir que ainda treinaria mais. Mas logo dá uma risadinha, como quem estivesse policiando à si mesmo, com uma pitada de desespero, claro. Mentalmente o mesmo agradece ao elogio do sargento e embora isso fosse visível em sua expressão, prefere ficar calado e economizar o máximo de energia possível. Esse segue Zerrou até o vestiário, lá, ao retirar os pesos, percebe que sua pele estava bem marcada pelo uso dos equipamentos. O garoto retira toda sua roupa, não se importando se seu acompanhante estava ou não olhando, e parte para uma ducha. A água ao cair doía um pouco, mas neste momento o jovem já não se importava mais com dores. Após o rápido banho, Aru pega uma calça azul e uma regata branca e veste-as. Depois de tudo isso, acompanha o marinheiro de volta para à área de treinamento, onde receberia novas ordens. Logo um novo instrumento era dado ao mesmo, desta vez um cinturão de ferro.

" Deste jeito chegarei logo ao meu limite, ou ficarei mais forte, ou acabado. "

Após ser instruído, Aru percebe que seu primeiro treino fora extremamente simples perto do que estava vindo. Ele achava que estava perto de seu limite, tudo ali havia indicado isso, mas agora percebera que deveria ignorar esse conceito de limite e a partir dali apenas dar seu máximo, sem estimular limitações. Não iria se importar com dor ou cansaço, tudo que fosse ordenado iria realizar, até que seu corpo não respondesse mais. Embora o garoto fosse extremamente calculista e precavido, desta vez queria focar mais em se esforçar ao máximo, mostrar ainda mais a fibra antes elogiada. Inicialmente o jovem apenas acompanha todo o percurso com os olhos, depois parte em disparada até a corda. Era difícil correr com aquele peso, mas não tardara para alcançar o primeiro desafio. A corda era o único obstáculo que suas pernas seriam tão úteis quanto os braços, por isso o rapaz tentaria os polpar o máximo possível. Cruzando as pernas e deixando a corda entre a canela da sua perna esquerda e a batata da perna direita, o garoto usaria os braços apenas para se segurar, enquanto flexionaria o corpo, algo bem difícil com o cinturão, subindo as pernas, e depois esticaria-o, prendendo-se pelas pernas enquanto os braços buscassem se segurar o mais alto possível. Repetiria isso quantas vezes fosse necessário até alcançar o sino e tocá-lo. Para descer, Akise iria soltando, por um curto momento, e prendendo-se novamente com as pernas, enquanto suas mãos apenas iam segurando cada vez mais baixo. Tentaria descer o mais rápido possível, mas sem correr o risco de cair ou queimar-se com a corda. Ao chegar no chão, o rapaz correria para as barras, logo flexionando as pernas e saltando em uma. Sabia que se realizasse aquele exercício lentamente iria se cansar mais e exigiria mais força. Por isso, o novato flexionaria seu corpo, usando o impulso para ajudar seus braços, visando levantar-se. Provavelmente o desafio cansaria muito seus membros superiores, então tentaria ao máximo se utilizar da força de outras partes do corpo, embora pouco possível. Concentraria-se no abdomen para ser responsável por erguer sua parte inferior. Após conseguir, ou não, realizar as dez repetições, pousaria no chão e partiria para os halteres, correndo os cinquenta metros. Pegaria ambos e ficaria com a postura reta, com seus pulsos virados para frente. Ao realizar o primeiro soco, com a mão direita, ergueria o braço em forma de um pequeno arco, girando o pulso 180° no ar, encerando com o braço esticado e o pulso virado para o chão. Esse movimento evitaria que o garoto machucasse seu ombro durante a levantada do peso. Em seguida faria o mesmo com o braço esquerdo, depois voltaria ao direito e encerraria com o esquerdo novamente. Embora provavelmente muito cansado, o rapaz não hesitaria ao terminar pela primeira vez o circuito, logo correndo para seu início e buscando repetir tudo que havia feito pela primeira vez. Sabia que ficaria cada vez mais difícil e que seu corpo iria doer muito, mas gostaria de realizar no mínimo duas vezes.

" Eu preciso melhorar meu corpo, ou nunca estarei pronto para as batalhas. "

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Gol D. Roger

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Poderia-se dizer qualquer coisa de Akise, mas não que o garoto não tinha coragem. Mesmo muito depois de exceder os limites do corpo, ele continuou forçando-se ao circuito. Por algumas vezes caiu da corda de escalada ou das barras, mas jamais parou. Ao final da hora e meia de exercícios, sua camiseta branca encontrava-se acinzentada, tamanha a quantidade de suor; seus músculos ardiam como se estivessem em brasa, e até mesmo a atitude de andar lhe parecia danosa. Mesmo assim, frente a tudo isto, ele conseguiu manter seu sorriso quando Zerrou anunciou o final do tempo.

Seis repetições. Longe de ser um grande desempenho, era incrível que ele tivesse conseguido tanto considerando as condições de seu corpo.

- Você está parecendo um traste, rapaz. Zerrou, leve o garoto a nossa ala médica. Alguns ante-inflamatórios e um bom banho de imersão deverão deixá-lo ok para descansar no alojamento até que chegue o horário do almoço. - dizia o o sargento, com uma voz feliz,  embora um pouco zombeteira.

Zerrou pegou então Aru pelo braço, ajudando-o a tirar o grande cinturão e apoiando-o com seu ombro.

- Bem vindo a bordo, rapaz.

Aru foi então reconduzido aos aposentos referidos. Após sua sessão terápica de ante inflamatórios e imersão, dormiria no alojamento as duas horas que ainda restavam até que chegasse o horário de almoço no quartel, onde se apresentaria já com o novo uniforme: Camisa branca, lenço azul, calças azuis e o boné branco da marinha.


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Off.: Este Role Play e esta aventura estão finalizados. Seu próximo Role Play deverá conter um link fazendo referência a este, e começar exatamente no ponto em que este parou - caso não tenha lido isto nas regras de postagem.

Recompensas da Aventura:

* Elevação de ranking para Recruta na marinha.
* + 150 exp pela Aventura Simples
* + 100 exp por conta do treino.
* + 50 pontos de fama (Aventura Simples)

Total de Exp: + 250 pontos.


Está aventura está finalizada. Não houveram refeições feitas neste [Role Play] - A 1 [Role Play] sem comer.

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